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EUA pressiona UE a reduzir barreiras comerciais e rever regras de sustentabilidade
Publicado 14/08/2026 • 16:47 | Atualizado há 17 minutos
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Publicado 14/08/2026 • 16:47 | Atualizado há 17 minutos
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AFP
O embaixador dos Estados Unidos para a União Europeia, Andrew Puzder, pressionou o bloco europeu a cumprir os compromissos estabelecidos no acordo comercial bilateral e a remover barreiras ao comércio transatlântico. Os comentários foram publicados pelo diplomata no X.
Puzder afirmou que a União Europeia deve garantir que duas normas de sustentabilidade não se transformem em obstáculos ao comércio bilateral ou à atuação de empresas americanas e associadas: a Diretiva de Diligência Devida em Sustentabilidade Corporativa (CSDDD) e a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD).
Na avaliação do embaixador, caso a UE não altere sua abordagem, as duas diretivas poderão elevar os custos para empresas de todos os portes, tanto europeias quanto estrangeiras. Segundo ele, essas despesas acabariam repassadas aos consumidores.
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Puzder defendeu que a aplicação das normas se limite às atividades de subsidiárias europeias de empresas americanas ou de companhias parceiras dos Estados Unidos quando essas operações envolverem bens produzidos na União Europeia ou serviços originários de países-membros do bloco.
O diplomata também pediu que a UE proíba penalidades contra empresas americanas ou suas subsidiárias na Europa quando as receitas tiverem origem em atividades realizadas no exterior. Como exemplo, citou companhias com algum vínculo com a União Europeia, mas que produzam exclusivamente para atender consumidores dos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCSegundo Puzder, essas empresas não pretendem vender seus produtos no mercado europeu e, portanto, não deveriam cumprir obrigações consideradas onerosas de diligência e elaboração de relatórios para operações que não envolvam fronteiras ou consumidores europeus.
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Outra reivindicação foi a reclassificação dos Estados Unidos como país de “risco negligenciável”. Puzder justificou a proposta pelas estruturas de compliance das empresas americanas. Com essa classificação, companhias dos EUA ficariam dispensadas de algumas verificações, o que evitaria, segundo o embaixador, a repetição de processos já realizados internamente.
Puzder também afirmou que a União Europeia deve respeitar a exclusão das metas climáticas de Net Zero do acordo comercial. O diplomata defendeu que o bloco não reintroduza planos de transição climática retirados do texto do acordo.
Ao final, o embaixador afirmou estar disposto a trabalhar com a Comissão Europeia para alinhar essas medidas aos termos do acordo comercial.
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