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EUA: relatório desmente Trump e aponta estoques menores de armas em meio a guerra com Irã
Publicado 15/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
Um órgão de fiscalização do governo dos Estados Unidos divulgou na segunda-feira (15) seu primeiro relatório sobre o impacto da guerra com o Irã, reconhecendo a redução dos estoques de armamentos avançados das Forças Armadas e oferecendo o primeiro panorama público dos danos sofridos por aeronaves, bases e postos diplomáticos americanos no Oriente Médio.
Grande parte das informações já havia sido noticiada nos últimos seis meses, mas o relatório do inspetor-geral do Pentágono apresentou até agora o balanço oficial mais completo dos custos do conflito em vidas americanas, recursos dos contribuintes e danos físicos. O documento incluiu informações dos órgãos de fiscalização dos Departamentos de Defesa e de Estado, além da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
O relatório observou que a guerra dos EUA com o Irã “resultou em insuficiências estratégicas de estoques e revelou gargalos na base industrial para a reposição de munições” no que diz respeito a armamentos avançados. Especialistas já haviam afirmado anteriormente que empreiteiras militares levarão cerca de três anos para recompor os estoques de mísseis avançados e interceptadores de defesa antimísseis aos níveis anteriores à guerra.
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O Pentágono tem contestado repetidamente relatos sobre uma eventual escassez de munições, afirmando que as Forças Armadas dos EUA dispõem de todas as armas necessárias para combater em qualquer conflito. O presidente Donald Trump afirmou em uma publicação nas redes sociais na segunda-feira que os EUA estão “produzindo mais armas sofisticadas e de elite do que em qualquer outro momento de nossa história”. “Elas estão sendo entregues diariamente às nossas forças no Oriente Médio e em outros lugares”, escreveu.
O relatório do órgão de fiscalização, que cobre o período de 1º de abril a 30 de junho, também reconheceu que ataques iranianos danificaram e destruíram centenas de edifícios e outras estruturas em bases americanas no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia.
O documento observou que a base naval americana no Bahrein, um centro logístico da Marinha na região, foi alvo de drones e mísseis balísticos iranianos. O Comando Central dos EUA (Centcom) precisou transferir as linhas de abastecimento para centros alternativos muito mais distantes, incluindo Diego Garcia, uma base dos EUA e do Reino Unido em uma ilha no Oceano Índico. Isso exigiu “ciclos logísticos de 14 a 18 dias” para sustentar as operações no Oriente Médio, segundo o relatório.
O secretário interino da Marinha, Hung Cao, reconheceu em entrevista ao The Epoch Times na semana passada que “eles acabaram com o Bahrein” e afirmou ter criado uma força-tarefa para avaliar se a Marinha precisaria reparar a base no país para sustentar suas forças na região.
Dezenas de aeronaves e drones americanos também foram destruídos ou danificados pelo Irã, incluindo até 30 drones MQ-9 Reaper, que custam cerca de US$ 30 milhões cada, segundo o relatório. Sete aviões de reabastecimento KC-135 foram danificados ou destruídos, entre eles cinco atingidos por munições iranianas enquanto estavam em solo na Arábia Saudita.
Outro KC-135 caiu no Iraque após colidir com outro KC-135, matando seis militares. Essas mortes, assim como a de um piloto de helicóptero que caiu no Mar da Arábia, aparecem no relatório como ocorridas em eventos não hostis. Outros 11 militares são classificados como “mortos em combate” no Kuwait, Iraque, Jordânia e Arábia Saudita.
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O secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse ao Congresso no fim de julho que a guerra havia custado US$ 37,5 bilhões até aquele momento. Os custos dos danos físicos às instalações diplomáticas dos EUA, no entanto, ainda não haviam sido divulgados publicamente. Postos diplomáticos no Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos foram danificados por ataques iranianos, a um custo estimado de US$ 184 milhões, segundo o relatório.
O Departamento de Estado informou no início de junho que seus outros custos decorrentes do conflito haviam chegado a US$ 113 milhões, dos quais quase US$ 80 milhões foram usados na execução de planos de contingência, incluindo despesas com a retirada de funcionários americanos e de seus familiares, além de outros cidadãos dos EUA e nacionais elegíveis de terceiros países.
O Departamento de Estado informou que, nas semanas e meses após os primeiros ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o governo Trump retirou cerca de 9 mil cidadãos americanos de países do Oriente Médio e da Europa. Por meio de voos privados e comerciais, além de deslocamentos terrestres e marítimos, a operação de evacuação do departamento havia custado mais de US$ 11 milhões até o fim de junho.
“O Departamento de Estado concluiu que os funcionários consulares não seriam capazes de documentar integralmente os itinerários de viagem necessários para buscar reembolso junto aos evacuados e, portanto, seria impraticável cobrar deles esse reembolso”, afirma o relatório.
A maior parte das evacuações ocorreu a partir de Israel, seguido de perto por Iraque e Jordânia. Embora os EUA tenham retirado apenas 1,2 mil americanos dos Emirados Árabes Unidos, essas viagens, com destino a Istambul, Atenas e Washington, foram as mais caras, custando mais de US$ 4 milhões.
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O Departamento de Estado informou ainda que mais de US$ 44 bilhões em vendas militares emergenciais e não emergenciais foram realizadas nesse período, com a maior parte destinada à Arábia Saudita. As vendas incluíram helicópteros militares, munições e apoio relacionado a munições, além de sistemas avançados de armas de precisão.
Outros países da região, incluindo Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Israel, também receberam bilhões de dólares em vendas, enquanto o Irã retaliava contra quase todos os países da região que abrigavam bases militares americanas.
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