BREAKING NEWS:

Fachin dá 72 horas para Mendonça se manifestar sobre pedido da AGU para suspender afastamento de diretor-geral da PF

CNBC

CNBCGoverno Trump expressa “profunda preocupação” com os laços da Ford com a China

Mundo

EXCLUSIVO CNBC: Ex-secretário de Defesa dos EUA vê dificuldade para acordo e alerta para escalada no Oriente Médio

Publicado 08/09/2026 • 19:11 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Mark Esper, ex-secretário de Defesa do primeiro governo Trump, avalia que nenhum dos lados do conflito entre EUA e Irã pretende ceder ou ampliar significativamente as hostilidades.
  • Esper afirma que a pressão econômica começa a afetar o Irã, com queda do rial, inflação elevada e desemprego, mas exige tempo e disciplina para produzir resultados.
  • O ex-secretário aponta riscos para o mercado de petróleo com ataques a instalações e redução da oferta, enquanto a guerra na Ucrânia amplia as pressões sobre o mercado de energia.

O conflito entre Estados Unidos e Irã entrou em uma fase de “impasse estratégico”, na avaliação de Mark Esper, ex-secretário de Defesa do primeiro governo de Donald Trump. Em entrevista exclusiva à CNBC, o ex-integrante do governo afirmou que nenhum dos lados demonstra disposição para ceder, enquanto uma escalada ainda maior poderia elevar os custos econômicos e militares do confronto.

“Estamos em um impasse estratégico. Nenhum dos lados quer escalar as hostilidades e nenhum quer ceder”.

Para o ex-secretário, a estratégia adotada pelo governo Trump de ampliar a pressão econômica sobre Teerã é a alternativa “menos pior” diante das opções disponíveis.

Segundo ele, as sanções já produzem efeitos sobre a economia iraniana, com desvalorização do rial, inflação elevada e desemprego alto.

Esper, porém, ressaltou que o impacto econômico não deve produzir resultados imediatos. Para ele, será necessário tempo, paciência e disciplina para que a pressão leve o governo iraniano de volta às negociações.

“A nossa melhor esperança é trazê-los de volta às negociações seriamente”.

O regime iraniano tem capacidade para suportar um elevado nível de pressão, especialmente diante da disposição de manter a estratégia mesmo com os custos sobre a população.

Por isso, segundo Esper, a alternativa econômica continua sendo preferível a uma operação terrestre dos Estados Unidos ou a uma situação em que o Irã obtenha controle sobre o estreito de Ormuz.

Ao mesmo tempo, Teerã ainda possui instrumentos para pressionar os Estados Unidos e seus aliados. Entre eles estão ataques com mísseis contra capitais e instalações de países árabes da região.

O conflito também pode atingir diretamente o mercado de petróleo. Novos ataques contra instalações de energia na Arábia Saudita aumentam os riscos sobre uma cadeia de abastecimento que já sofre com as restrições provocadas pelo conflito no estreito de Ormuz.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O ex-secretário afirmou que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos conseguiram compensar parte do fluxo de petróleo afetado pela interrupção no estreito. Oleodutos e outras rotas terrestres também ajudam a manter o abastecimento internacional.

Para Esper, esse movimento reduz parte da pressão sobre os mercados ocidentais, mas aumenta a pressão econômica sobre o próprio Irã, que enfrenta dificuldades para colocar sua produção no mercado.

“O cerco continua apertando enquanto o petróleo que eles já exportaram começa a secar e chega aos seus mercados”.

A disputa dentro do próprio governo iraniano também pode influenciar os próximos passos. Segundo Esper, a Guarda Revolucionária Islâmica, o IRGC, tende a defender uma postura mais confrontadora, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian busca aliviar a pressão econômica sobre o país.

O ex-secretário avalia que essa divisão pode aumentar as discussões internas sobre o futuro do conflito. Uma possibilidade, segundo ele, seria o Irã combinar ações militares com uma tentativa simultânea de retornar à mesa de negociações.

“Talvez ambos. Talvez ataquem e tentem voltar à mesa de negociações ao mesmo tempo”.

Além do Oriente Médio, Esper avaliou os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de energia. Ataques ucranianos de longo alcance contra refinarias e depósitos russos reduzem a oferta disponível, enquanto os Estados Unidos continuam pressionando aliados europeus a diminuir a compra de petróleo russo.

Para o mercado, a combinação dos dois conflitos representa um fator adicional de pressão sobre a oferta de energia.

Na avaliação de Esper, porém, a Rússia ainda não demonstra disposição para encerrar a guerra. O presidente Vladimir Putin, segundo ele, mantém a estratégia apesar das perdas militares e da deterioração gradual da economia russa.

O ex-secretário também comentou o aumento das tensões entre Alemanha e Rússia em torno do aeroporto de Leipzig e os riscos relacionados à chamada guerra híbrida russa. Para ele, a disputa é relevante e deve ser acompanhada pelos países europeus, mas não altera fundamentalmente a dinâmica dos conflitos.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo