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Fed mantém juros nos EUA, projeta cortes moderados e acirra embate com Trump
Publicado 18/06/2025 • 15:21 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/06/2025 • 15:21 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O Federal Reserve decidiu manter, pela quarta vez consecutiva, a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (18) após reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), em meio a crescentes tensões políticas com o presidente Donald Trump, que pressiona por cortes mais agressivos.
Na atualização do comunicado, o Fed reconhece que a inflação segue elevada e que os riscos econômicos permanecem incertos, embora tenham diminuído em relação à reunião anterior. O texto sinaliza que a instituição ainda projeta dois cortes nas taxas até o fim de 2025, mas em um ritmo mais gradual. As novas projeções indicam uma inflação de 3% ao final do ano, com crescimento econômico previsto em 1,4% e desemprego atingindo 4,5%.
O banco central também ajustou a linguagem sobre o mercado de trabalho, indicando que a taxa de desemprego permanece baixa e que as condições continuam sólidas. Em relação à política monetária, os dirigentes reforçaram que qualquer decisão dependerá da evolução dos dados econômicos, especialmente inflação e atividade.
O documento foi aprovado por unanimidade pelos membros votantes do comitê. Neel Kashkari, que votou como membro alternativo na última reunião, não participou desta deliberação.
Apesar das pressões da Casa Branca, o Fed manteve sua postura cautelosa. Mais cedo, Trump voltou a criticar o presidente do Fed, Jerome Powell, e sugeriu substituí-lo por considerar sua política equivocada. O republicano chegou a pedir um corte imediato de um ponto percentual na taxa de juros, em meio a dados que indicam desaceleração na criação de empregos e alta persistente nos preços.
A decisão de hoje ignora esse apelo, refletindo o entendimento dos formuladores de política de que mudanças tarifárias propostas pelo governo ainda precisam ser absorvidas pela economia antes de qualquer ação mais incisiva.
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