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Exclusão do quartzito em tarifaço americano alivia exportadores brasileiros de rochas

Publicado 21/07/2026 • 13:50 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Quartzito representa 66% de tudo o que o setor de rochas do Brasil exporta para a América do Norte.
  • Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais, absorvendo cerca de 50% de todo o volume comercializado pelo setor.
  • CEO da Unique Stone, Bernardo Imperial, afirma que escoamento de parte da produção para o mercado interno pode ser uma saída para a indústria.

O impacto do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos atingiu o setor de rochas naturais. A medida, que passa a valer em caráter oficial nesta quarta-feira, 22, gerou reações mistas e preocupações quanto à competitividade das exportações brasileiras.

Apesar da tensão gerada pelas novas taxações, o setor enxerga o cenário com otimismo e resiliência. O CEO da Unique Stone, Bernardo Imperial, explica que a lista final contou com uma importante exceção: o quartzito.

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“Os quartzitos ficaram de fora, e eles representam 66% de tudo o que o Brasil exporta para a América do Norte. O que está realmente tirando o sono dos produtores brasileiros são os mármores e os granitos, que serão sobretaxados em 25%”, apontou em entrevista ao Real Time.

O executivo aponta que o mármore representa 3% do exportado aos Estados Unidos, e o granito representa 19%, e que a tendência dessa indústria é procurar mercados alternativos.

Imperial ressalta, no entanto, que, diferentemente de outros setores taxados, o Brasil e os Estados Unidos acabaram ganhando com o resultado final do embate comercial.

“Os Estados Unidos ganharam porque continuaram conseguindo comprar a pedra que mais desejam, que é o quartzito. E o Brasil ganhou porque 66% de tudo o que ele produz e exporta para a América é quartzito”, celebrou.

Mercados alternativos

Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais, absorvendo cerca de 50% de todo o volume comercializado pelo setor. Apesar disso, o executivo ressalta que a busca por novos mercados é um movimento que já vem ocorrendo de longa data para mitigar riscos.

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“O que pode acontecer, sim, com as indústrias é a busca por outros mercados. Isso já tem sido feito há bastante tempo. Os Emirados têm sido um excelente destino. A Ásia sempre foi uma grande parceira do Brasil, mas a Ásia só compra blocos sem benfeitoria. Alguns países da Europa e a Austrália têm sido excelentes destinos para pedras naturais”, afirmou.

Foco no mercado interno

Para os produtores de mármore e granito, o executivo aponta que há dois cenários: o primeiro é focar no mercado interno, já que o Brasil é um grande consumidor dessas rochas, e o segundo é frear investimentos de ampliação voltados para o mercado dos Estados Unidos.

“O foco agora é um investimento muito forte no Brasil, porque somos um grande consumidor dessas rochas. E, para quem estava com grande expansão industrial para consumo imediato na América do Norte, a hora é de realizar um freio e focar no direcionamento para outros países”, encerrou.

Avaliação política e o risco da reciprocidade

Para o setor empresarial, o movimento tarifário tem fortes motivações políticas, comuns em dinâmicas de negociação internacional, embora o cenário exato sobre a cumulatividade das taxas ainda gere dúvidas.

Questionado sobre a possibilidade de o governo brasileiro acionar a lei da reciprocidade como resposta às tarifas americanas, o CEO da Unique Stone adotou um tom de cautela.

“Eu acho perigoso. Eu não compraria essa briga com um país desse tamanho. O Brasil tem capacidade de avançar, empresários e políticos têm capacidade de negociar isso, mas a reciprocidade é perigosa para o Brasil”, declarou

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