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SP e SC concentram mais da metade do impacto do tarifaço no Brasil; veja estados mais afetados

Publicado 21/07/2026 • 14:01 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • São Paulo lidera as perdas absolutas em volume financeiro, com potencial de até R$ 3 bilhões.
  • Principal polo têxtil do Brasil, mais da metade das exportações catarinenses estão dentro do tarifaço.
  • Estima-se que US$ 11 bilhões em exportações brasileiras estão diretamente atingidos pela nova tarifa de 25%.
Tarifaço

Unsplash.

Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentrarão 52% do impacto decorrente do tarifaço de 25% aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A nova medida entrará em vigor nesta quarta-feira, 22.

São Paulo liderará as perdas absolutas em volume financeiro. Conforme estimativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), cerca de R$ 3 bilhões em vendas serão afetados, com maior intensidade nos setores de máquinas industriais, equipamentos elétricos, produtos químicos, açúcar e itens metalúrgicos. Os valores correspondem a 41,6% do total de exportações afetadas.

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Estima-se que US$ 11 bilhões em exportações brasileiras estão diretamente atingidos pela nova tarifa — o equivalente a 0,5 a 0,6 ponto percentual do PIB de 2026, ou R$ 76 bilhões retirados da atividade econômica.

Impacto Proporcional: Paraná e Santa Catarina

Paraná e Santa Catarina encabeçam a lista dos entes federativos mais atingidos proporcionalmente. As exportações catarinenses e paranaenses para o mercado norte-americano sofrerão reduções de 75% e 54%, respectivamente, devido à nova sobretaxa.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), as vendas industriais paranaenses aos Estados Unidos somaram aproximadamente US$ 1,3 bilhão em 2025. Entre os principais itens taxados figuram madeira serrada, compensados, molduras, portas, pisos de madeira, revestimentos cerâmicos, móveis e papel, que foram afetados pelas novas tarifas.

Por sua vez, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) aponta que 54% das exportações catarinenses rumo ao território norte-americano serão penalizadas, sobretudo nos ramos têxtil e madeireiro, com forte incidência nas regiões Serrana, Oeste e Planalto Norte.

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O setor madeireiro é o mais exposto do país: 83% de suas exportações estão na lista tarifada, à frente de minerais não-metálicos (56,3%), químicos (51,8%) e alimentos (38,1%). Calçados, têxteis, móveis e máquinas somam-se à lista dos mais afetados, com impacto acumulado de R$ 20 bilhões até 2030.

Espírito Santo

O Espírito Santo também sentirá fortemente os reflexos da política tarifária. Produtos como pedras naturais, madeiras, nozes, peixes e ovos integraram a lista de sobretaxas, comprometendo o desempenho comercial capixaba.

Em 2025, os Estados Unidos absorveram 5,7% do granito exportado pelo estado, gerando receita de R$ 160,7 milhões. O setor de mármores também amargou prejuízos, respondendo por 1,2% das vendas externas capixabas para o país norte-americano no ano anterior, o equivalente a R$ 34,2 milhões.

Ceará

Na Região Nordeste, o Ceará desponta como o mais vulnerável ao tarifaço, sobretudo por causa da indústria calçadista. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) indicam que, no primeiro trimestre de 2026, o estado exportou 8,15 milhões de pares, totalizando cerca de US$ 42 milhões — desempenho que consolida a liderança nacional do setor. O território cearense abriga 11 unidades fabris da Grendene, distribuídas entre Sobral, Fortaleza e Crato. Adicionalmente, o polo metalúrgico de Pecém sentirá o revés, com mais de R$ 441 milhões ameaçados pelas novas barreiras alfandegárias.

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