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Reino Unido pode vetar abertura de redes de fast food perto de escolas; veja motivo
Publicado 16/07/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/07/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: KFC/Divulgação
Reino Unido pode vetar abertura de redes de fast food perto de escolas; veja motivo
O Reino Unido pode adotar novas restrições para impedir a abertura de estabelecimentos de fast food próximos a escolas.
A proposta, por sua vez, é defendida pela Comissão de Saúde da Câmara dos Comuns como uma medida para combater o avanço da obesidade infantil e, ao mesmo tempo, limitar o contato de crianças com alimentos considerados pouco saudáveis.
Os parlamentares querem ampliar os poderes das autoridades locais para barrar novos estabelecimentos de comida rápida em áreas próximas às escolas ou regiões com altos índices de obesidade infantil.
Além disso, segundo o The Guardian, defendem o fim de anúncios de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sal em espaços públicos, como outdoors, ônibus e trens.
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A recomendação ocorre, portanto, em meio ao aumento dos índices de sobrepeso no país. Além disso, segundo a comissão, cerca de 66% dos adultos na Inglaterra estão acima do peso ou têm obesidade. Entre os mais jovens, o cenário também preocupa, já que o percentual chega a 28% entre adolescentes de 13 a 15 anos.
De acordo com o relatório da comissão, centenas de iniciativas adotadas desde 1992 não conseguiram reduzir o avanço da obesidade. Por isso, os deputados afirmam que o governo precisa adotar medidas mais firmes para enfrentar o problema.
A presidente da comissão, Layla Moran, deputada do Partido Liberal Democrata, afirmou que crianças convivem diariamente com uma grande quantidade de anúncios e ofertas de produtos pouco saudáveis, seja em telas, no transporte ou em estabelecimentos comerciais.
O relatório também aponta dificuldades enfrentadas por municípios que tentam restringir a abertura de redes de fast food perto de escolas.
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Siga o Times | CNBCSegundo os parlamentares, brechas na legislação de planejamento urbano permitem que empresas contestem essas decisões ao classificar alguns locais como restaurantes, e não como estabelecimentos de comida rápida.
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Além das regras para novos estabelecimentos, a comissão defende restrições à publicidade de alimentos com altos níveis de gordura, açúcar e sal. O relatório afirma que cerca de 680 milhões de libras são gastos por ano em anúncios de alimentos e bebidas não alcoólicas no Reino Unido.
Os parlamentares também recomendam mudanças em supermercados, como a colocação de frutas e verduras em locais de destaque, além da adoção de rótulos frontais no modelo de “semáforo nutricional”, indicando o nível de gordura, açúcar e sal dos produtos.
A Associação de Publicidade do Reino Unido, porém, contestou a proposta e afirmou que limitações aos anúncios não teriam impacto significativo na redução da obesidade infantil.
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A comissão ainda cita a experiência de Gateshead, que restringiu a abertura de estabelecimentos de fast food próximos a escolas em 2015.
Segundo o relatório, a medida adotada no Reino Unido ajudou a reduzir a obesidade infantil na região. O documento também menciona que a rede KFC processou municípios que implementaram regras semelhantes e venceu parte das ações.
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