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Forças do Iraque invadem Zona Verde de Bagdá e prendem autoridades por suspeita de corrupção

Publicado 28/06/2026 • 08:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Autoridades iraquianas prenderam parlamentares e outros altos funcionários durante operação anticorrupção em Bagdá.
  • Ação mobilizou tropas antiterrorismo e militares na Zona Verde e em outros bairros da capital iraquiana.
  • Operação ocorre antes da visita do premiê Ali al-Zaidi aos Estados Unidos e em meio à pressão contra milícias pró-Irã.

As forças de segurança do Iraque realizaram uma ampla operação na Zona Verde de Bagdá na madrugada deste domingo (28), cumprindo mandados judiciais contra parlamentares e outros altos funcionários suspeitos de corrupção. A ofensiva ocorreu em meio a um forte esquema de segurança e também alcançou outros bairros da capital.

A Zona Verde abriga a embaixada dos Estados Unidos, representações diplomáticas, instituições internacionais, órgãos do governo e residências de autoridades iraquianas. Imagens divulgadas em canais locais no Telegram mostraram tanques e outros veículos militares circulando pela região, além de operações dentro de condomínios e residências.

Correspondentes da AFP relataram reforço no policiamento e bloqueios nos acessos ao complexo.

Combate à corrupção

Segundo um integrante das forças de segurança ouvido pela AFP sob condição de anonimato, a operação teve como alvo diversos políticos investigados por corrupção financeira, em cumprimento a ordens da Justiça. A ação mobilizou tropas antiterrorismo e militares.

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A agência estatal INA informou, citando uma autoridade de alto escalão que não teve a identidade revelada, que vários suspeitos foram presos com base em confissões feitas por Adnan al-Jumaili, funcionário do Ministério do Petróleo detido no mês passado.

De acordo com a mesma fonte, entre os detidos estão parlamentares que tiveram a imunidade suspensa, além de outros integrantes da administração pública. Até o momento, o governo não divulgou nota oficial nem confirmou os nomes dos presos.

O primeiro-ministro Ali al-Zaidi, que assumiu recentemente o cargo, prometeu intensificar o combate à corrupção e à má gestão, problemas que afetam o país há décadas.

No início deste mês, as autoridades apreenderam mais de US$ 85 milhões (R$ 440,3 milhões) em dinheiro vivo ligados à investigação contra Jumaili, parte dos quais estava escondida em compartimentos subterrâneos.

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Contexto político

Outra autoridade de segurança afirmou à AFP que as investigações também envolvem suspeitas de financiamento de facções armadas, além do contrabando de dólares e de petróleo iraniano, atividades atribuídas a grupos apoiados por Teerã.

A operação ocorre poucos dias antes da viagem de Zaidi a Washington, prevista para o fim deste mês. Segundo um diplomata ouvido pela AFP, a ação faz parte da preparação para a visita e busca demonstrar o compromisso do premiê com o combate à corrupção.

As prisões também coincidiram com a visita do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à capital iraquiana.

Pressão dos EUA

Além da agenda anticorrupção, Zaidi prometeu reforçar o monopólio estatal sobre o uso da força em meio à crescente pressão dos Estados Unidos para desmontar grupos armados apoiados pelo Irã, classificados por Washington como organizações terroristas.

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Durante a recente guerra no Oriente Médio, essas milícias atuaram em apoio a Teerã e atacaram instalações norte-americanas no Iraque, incluindo uma emboscada contra diplomatas em Bagdá, além de alvos em países do Golfo.

O governo iraquiano também busca ampliar os investimentos dos Estados Unidos no país para impulsionar a economia, afetada pela forte redução das receitas provocada pela interrupção das exportações de petróleo durante o conflito no Oriente Médio.

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