Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Iraque pressiona Opep e pode acelerar disputa por mercado de petróleo; entenda
Publicado 26/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 semanas
Por que a Europa está apostando alto em drones?
ASML salta 4% após elevar projeção de vendas pela segunda vez no ano
Paramount mantém plano de concluir fusão com WBD até setembro apesar de ação judicial
Warren Buffett critica vínculos de Bill Gates com Epstein, mas pondera: “as pessoas cometem erros”
Megafundos dominam capital de risco e mudam estratégia dos investidores
Publicado 26/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
A ameaça do Iraque de abandonar a Opep caso não consiga ampliar sua cota de produção reflete a necessidade do país de elevar suas receitas após os prejuízos provocados pelas tensões no Oriente Médio, afirmou Bruno Valêncio, diretor fundador da VPricing Combustíveis. Para ele, a iniciativa também funciona como instrumento de pressão sobre o cartel para obter maior liberdade na produção e comercialização de petróleo.
Em entrevista ao Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (26), Valêncio disse que a situação financeira do Iraque foi agravada pelas dificuldades de produção e exportação durante o período de conflito entre Irã e Estados Unidos, levando o país a buscar maior autonomia para aproveitar a retomada do fluxo no Estreito de Ormuz.
Na avaliação do especialista, o movimento segue a mesma lógica adotada pelos Emirados Árabes Unidos, que deixaram a organização sem anunciar previamente a decisão. Ele destacou que, diferentemente do episódio anterior, o Iraque utiliza a possibilidade de saída como forma de negociar benefícios econômicos e políticos.
Leia também: Chefe da OPEP rejeita previsão da AIE sobre excesso de oferta enquanto “crítico” Estreito de Ormuz é reaberto
“Eles querem ter essa liberdade realmente agora de poder produzir e exportar o seu petróleo da forma mais expansiva possível para poder amenizar uma questão financeira interna”, explicou.
Para Valêncio, a ameaça ainda não significa que o Iraque tenha decidido deixar a organização, mas já representa um desgaste para a credibilidade da Opep.
“Eu acho que eles não têm ainda a intenção de sair, mas para o cartel isso é muito ruim. O Iraque está usando essa forma de pressionar a Opep para que eles possam também ter algum benefício econômico e político em relação ao petróleo e à forma como eles produzem e vendem isso”, ressaltou.
O diretor da VPricing Combustíveis afirmou que a descoberta de novas reservas em países fora da Opep deve aumentar a concorrência entre produtores ao longo da próxima década, reduzindo gradualmente a capacidade da organização de influenciar os preços internacionais do petróleo.
Ele citou como exemplos novos projetos no Brasil e no México, além do crescimento da produção em outros mercados, cenário que, segundo ele, tende a ampliar a oferta mundial da commodity.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Opep eleva projeções e prevê demanda global por petróleo em 124 milhões de barris por dia até 2050
“Nós teremos muito mais oferta de petróleo ao longo dos anos, de dez a quinze anos. Isso vai gerar uma concorrência maior entre todos os países produtores”, pontuou.
Apesar da perspectiva de maior competição e possível pressão sobre as margens da indústria, Valêncio acredita que o Brasil possui uma vantagem estratégica pela qualidade do petróleo extraído do pré-sal.
Segundo ele, a matéria-prima brasileira permite a produção de derivados com menor teor de enxofre e menor impacto ambiental, o que pode agregar valor mesmo em um cenário de preços internacionais mais baixos.
“Essa perda de margem por queda do petróleo vai ter que ser compensada pela qualidade do produto. O nosso petróleo brasileiro, no pré-sal, é um petróleo de boa qualidade”, destacou.
Leia também: Estratégia econômica: Emirados Árabes afirmam que deixar Opep não foi decisão política
Na avaliação do especialista, a tendência é que a competitividade dos países produtores dependa cada vez menos do volume exportado e mais da capacidade de oferecer derivados de maior valor agregado.
“O Brasil se destaca nesse sentido em relação ao petróleo, pela qualidade do produto. É um produto que tem capacidade de refinar produtos menos nocivos, atendendo até a um apelo hoje mundial acerca do meio ambiente”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Copa do Mundo: por que França x Espanha ficou exclusivo com a CazéTV e Inglaterra x Argentina foi para a Globo?
2
Com recuperação em xeque, Braskem pode ter socorro da Petrobras
3
Petrobras entra em ação para tentar evitar recuperação judicial da Braskem; entenda
4
Controladora da Rede D´Or, família Moll compra R$ 1,28 bi em ações da companhia em 4 meses
5
Veja qual é a seleção mais valiosa entre as quatro semifinalistas da Copa do Mundo 2026