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Forças russas intensificam ataques em Donetsk enquanto Ucrânia elogia nova iniciativa da UE para desbloquear ativos congelados
Publicado 28/08/2026 • 11:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/08/2026 • 11:10 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / Polícia Nacional da Ucrânia / AFP
Vista aérea de edifícios residenciais e de uma igreja fortemente danificados na cidade de Kostyantynivka, na linha de frente da região de Donetsk, em meio à invasão russa da Ucrânia
As forças russas intensificaram os ataques dentro do chamado “cinturão de fortalezas” da Ucrânia, formado por cidades industriais na região oriental de Donetsk, buscando aumentar a pressão sobre importantes posições defensivas ucranianas após mais de quatro anos e meio de guerra em larga escala.
As forças russas há muito tempo têm como alvo as cidades estratégicas de Kostyantynivka, Kramatorsk e Sloviansk, como parte de uma ofensiva para assumir completamente o controle da região de Donetsk, um dos principais objetivos do Kremlin no conflito.
Falando em um local não divulgado na quinta-feira (27), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, afirmou que as tropas russas haviam avançado para uma posição a apenas quatro quilômetros dos arredores orientais de Sloviansk.
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Gerasimov também afirmou que as tropas russas haviam ultrapassado a primeira linha de defesa da região fortificada de Sloviansk-Kramatorsk em determinadas áreas e que as operações avançavam atualmente ao longo de uma frente de 160 quilômetros.
O relatório foi divulgado pouco depois de dados do grupo ucraniano de mapeamento de código aberto Deep State apontarem que os combates mais intensos estavam ocorrendo nas proximidades de Kostyantynivka, considerada a porta de entrada para o restante da região do Donbas.
Analistas do Institute for the Study of War (ISW), com sede em Washington, afirmaram no início desta semana que as forças russas haviam intensificado os esforços para avançar em direção a Sloviansk pelo leste e pelo sudeste, após tentativas malsucedidas pelo nordeste.
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Siga o Times | CNBCEm sua avaliação mais recente sobre a guerra na Ucrânia, o ISW, no entanto, contestou as recentes alegações de Gerasimov sobre avanços no campo de batalha, afirmando que elas pareciam ter como objetivo construir uma narrativa de “sucesso militar russo generalizado” e que “continuam desconectadas da realidade”.
Longe da linha de frente, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, elogiou nesta sexta-feira uma nova iniciativa de quatro países-membros da União Europeia para utilizar ativos russos congelados no financiamento dos esforços de guerra da Ucrânia.
“É justo e lógico usar os ativos russos, em vez de apenas o dinheiro dos contribuintes europeus, para cobrir os custos adicionais da defesa da Ucrânia e do restante da Europa contra a ameaça russa”, disse Sybiha em uma publicação nas redes sociais.
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“Essa discussão precisa ser racional, não emocional”, acrescentou.
Ministros que representam Espanha, Suécia, Polônia e Holanda enviaram na quinta-feira uma carta à Comissão Europeia, braço executivo da UE, pedindo a Bruxelas que retome os trabalhos sobre os planos de utilizar mais de 200 bilhões de euros (US$ 232,9 bilhões) em ativos do Banco Central da Rússia, imobilizados pelas sanções da União Europeia.
As negociações sobre a iniciativa, que a Rússia considera “flagrantemente ilegal”, fracassaram no ano passado, quando a Bélgica bloqueou a proposta devido a preocupações relacionadas à responsabilidade jurídica.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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