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Brasil se aproxima da Índia em meio a novas negociações sobre tarifaço
Publicado 28/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 56 minutos
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Publicado 28/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 56 minutos
KEY POINTS
Foto: magnific
Brasil se aproxima da Índia em meio a novas negociações sobre tarifaço
O Brasil abriu uma nova estratégia comercial enquanto tenta reduzir os efeitos das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos. O plano combina a busca por novos mercados com a retomada do diálogo com Washington.
Dessa forma, a Índia ganhou espaço como parceira importante para exportações, investimentos e projetos conjuntos em setores considerados estratégicos para o país.
Leia também: Ministro do MDIC nega nova restrição da UE ao comércio com o Brasil
De acordo com a Agência Brasil, a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas assinaram na última quinta-feira (27) um memorando de entendimento para aproximar empresas dos dois países.
O documento prevê troca de informações, compartilhamento de boas práticas e apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas.
Além disso, o acordo busca criar condições para novos investimentos e negócios entre companhias brasileiras e indianas. O memorando não cria obrigações legais para nenhuma das partes.
Brasil e Índia buscam elevar os acordos comerciais para US$ 20 bilhões até 2030 (R$ 103,1 bilhões). Em 2025, o comércio entre os dois países somou US$ 15,2 bilhões (R$ 78,3). Além disso, as exportações brasileiras alcançaram US$ 6,9 bilhões (R$ 35,5 bilhões), enquanto as importações de produtos indianos chegaram a US$ 8,4 bilhões (R$ 43,3 bilhões).
Atualmente, a Índia ocupa a décima posição entre os principais destinos das exportações brasileiras. Já o Brasil aparece como o 26º maior fornecedor do mercado indiano.
Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, o governo passou a tratar a diversificação comercial como uma prioridade diante das mudanças no comércio internacional. A relação entre Brasil e Índia cresceu 82% nos últimos anos.
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Siga o Times | CNBCA ApexBrasil também identificou 378 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano e apoia projetos estratégicos voltados ao país asiático.
A aproximação entre os países envolve áreas como indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes, dispositivos médicos e minerais críticos.
O governo brasileiro também pretende ampliar o acordo de preferências tarifárias entre Mercosul e Índia, que hoje abrange 450 linhas de produtos. Além disso, o agronegócio aparece entre os setores que podem ganhar espaço com uma presença maior no mercado indiano.
Enquanto avança com a Índia, o governo prepara uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos. Na próxima semana, Márcio Elias terá uma reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos.
O encontro deve tratar das novas tarifas aplicadas a produtos brasileiros. Entre os temas que podem entrar na negociação, aparecem listas de exceções tarifárias e a possibilidade de uso da Lei de Reciprocidade.
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Mesmo após as novas tarifas, o governo afirma que pretende continuar negociando com os EUA, mas sem abandonar a busca por outros mercados. Ao mesmo tempo, o país mantém medidas de apoio a empresas afetadas pelas sobretaxas, como o programa Brasil Soberano.
Nesse cenário, a Índia passa a ocupar uma posição ainda mais importante na estratégia adotada pelo Brasil de ampliar exportações e reduzir a dependência de poucos parceiros comerciais.
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