Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Logística da fuga de Flávio Bolsonaro envolveu ajuda dos EUA, três jatos e carros-isca, diz jornal argentino Clarín
Publicado 31/10/2026 • 14:45 | Atualizado há 54 minutos
Binance diz já ter recuperado 90% dos US$ 6,3 bilhões perdidos em ataque hacker e prevê retomar saques no domingo
Petroleiras criticadas por Trump por lucros elevados ampliam ganhos com refino desde agosto, mostram balanços
Binance: por que o bitcoin resistiu melhor ao maior ataque hacker da história?
Ataque à Binance: Investigadores travam “jogo de gato e rato” para recuperar US$ 6,3 bilhões em fundos roubados
Binance: o que sabemos sobre ataque hacker e quais devem ser os próximos passos
Publicado 31/10/2026 • 14:45 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
RICARDO ARDUENGO/AFP
Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo Opa-Locka, em Miami, Flórida, em 28 de outubro de 2026.
Uma van branca de vidros escurecidos, filmada por câmeras de TV quase à meia-noite de terça-feira (27) no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, serviu de isca, segundo o jornal argentino Clarín. A saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos teria ocorrido por outra entrada, com apoio de agentes americanos, conforme reportagem publicada na sexta-feira (30).
O texto sobre a logística da fuga é assinado por Nicolás Wiñazki. Flávio perdeu o segundo turno da eleição presidencial no domingo (25) e chegou a Miami na quarta-feira (28).
Leia também: Marco Rubio afirma que EUA não teve envolvimento na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
Na terça-feira, as câmeras mostraram a van chegando ao aeroporto, e todos acreditaram que o candidato derrotado e a família estavam lá dentro. A decolagem quase imediata do jato Gulfstream IV, matrícula LV-JQW, com destino a Miami, reforçou essa impressão.
Segundo o Clarín, porém, a família Bolsonaro havia chegado uma hora antes, em um veículo cujos movimentos teriam sido organizados por agentes dos Estados Unidos. O carro teria entrado na pista por uma entrada secreta, à qual ninguém prestou atenção.
De acordo com o relato, enviados do exterior afastaram os integrantes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) e os funcionários da Imigração e da Alfândega da Argentina. Eles coordenaram os trâmites e garantiram o embarque da família no LV-JQW. A aeronave só foi autorizada a decolar 40 minutos depois.
O Clarín afirma que a intervenção americana em território argentino foi mais ampla do que se imaginava. Segundo o jornal, os agentes controlaram por um período boa parte do aeroporto de Iguazú.
Além disso, o presidente argentino, Javier Milei, teria ordenado que seu principal assessor, Santiago Caputo, viajasse de forma confidencial a Misiones para garantir o que fosse necessário ao plano.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO plano incluiu a contratação de pelo menos três, talvez quatro, jatos particulares de alto custo operacional. Eles sobrevoaram a região, pousaram em Misiones ou ficaram posicionados como saídas alternativas, um deles no Paraguai, caso o plano original falhasse.
Segundo o Clarín, os jatos chegaram a voar ao mesmo tempo para os Estados Unidos, o que dificultava saber em qual deles a família viajava. Também foram mobilizadas caminhonetes e carros com placas capazes de evitar bloqueios no Brasil e na Argentina.
O jornal acrescenta que o governo de Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram publicamente, antes da decolagem, que os Bolsonaro já haviam fugido. De acordo com o Clarín, isso não era verdade, e a declaração fez parte de manobras de distração divulgadas ou plantadas para proteger o plano real, conhecido por poucos organizadores.
Fontes dizem que a família viajou por terra, cerca de 1,6 mil km, de Brasília a Foz do Iguaçu, na fronteira com Puerto Iguazú. Flávio havia alugado um jato particular para ir até a tríplice fronteira, mas o proprietário se recusou a cumprir o contrato, porque a imprensa divulgou que ele tinha a obrigação de não sair do Brasil.
A viagem teve “iscas”. Seis veículos saíram, um atrás do outro, da residência da família em Brasília.
Ainda há perguntas sem resposta, principalmente sobre o papel dos governos da Argentina e dos Estados Unidos.
A falta de transparência da operação e a interferência de uma potência estrangeira em territórios do Brasil e da Argentina levaram deputados do Partido Democrata a enviar perguntas ao secretário de Estado, Marco Rubio. Flávio é um líder político com restrições para deixar o país.
Os parlamentares querem saber se houve ajuda da Casa Branca e se funcionários americanos atuaram no Brasil, na Argentina ou no Equador, onde o avião fez escala a caminho de Miami. Rubio deve responder em novembro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Protestos e acusações de golpe mergulham Polônia em nova crise institucional
2
Ataque de US$ 6,3 bi à Binance derruba bitcoin, trava saques e expõe novo risco do mercado cripto
3
Buscas por Rafael Fonteles disparam 1.350% no Google após entrar na disputa pela Fazenda
4
Binance: por que o bitcoin resistiu melhor ao maior ataque hacker da história?
5
“A decisão eu tomei sem que ninguém soubesse”, diz Flávio Bolsonaro em primeira live após saída do Brasil