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Gladys West, conhecida como a ‘mãe do GPS’, morre aos 95 anos
Publicado 21/01/2026 • 10:33 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 21/01/2026 • 10:33 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Adrian Cadiz
A matemática norte-americana Gladys West, reconhecida como uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento das bases tecnológicas do GPS, morreu aos 95 anos no último domingo (17).
A Virginia State University (VSU), onde Gladys West se formou, lamentou a morte da matemática e destacou a dimensão de seu legado. Em nota, a instituição afirmou que a pesquisadora foi uma pioneira cuja genialidade ajudou a dar forma à tecnologia de GPS usada hoje em todo o mundo.
Nascida em 1931, no condado de Dinwiddie, na Virgínia, Gladys West cresceu em uma região rural marcada pelo trabalho agrícola. Ainda jovem, decidiu que a educação seria o caminho para construir um futuro diferente. O esforço rendeu frutos: ela se formou como a melhor aluna de sua turma no ensino médio e conquistou uma bolsa de estudos para a universidade.
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Graduada em matemática, West chegou a lecionar por dois anos antes de retornar aos estudos para obter o mestrado. Em 1956, ingressou na base naval de Dahlgren, tornando-se a segunda mulher negra a trabalhar na instituição. Foi ali que construiu a carreira que a tornaria referência mundial.
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Siga o Times | CNBCNa base, West atuou na coleta e no processamento de dados de localização de satélites em órbita, realizando cálculos complexos em supercomputadores ainda rudimentares. Seu trabalho foi essencial para aprimorar modelos matemáticos da Terra, fundamentais para a precisão dos sistemas de geolocalização. Ao longo dos anos, assumiu funções de liderança, incluindo a direção de projetos ligados a satélites como o Seasat e o Geosat, e foi indicada a prêmios científicos no fim da década de 1970.
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Em 1986, publicou um guia técnico que detalhava métodos para aumentar a precisão na estimativa de alturas geoidais e da deflexão vertical da Terra, um avanço obtido a partir do processamento de dados de altímetros de radar. West trabalhou na base naval por 42 anos, aposentando-se em 1998.
Poucos meses após a aposentadoria, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), que afetou visão, audição e mobilidade. Mesmo assim, decidiu seguir estudando e, em meio à recuperação e a outros problemas de saúde, ingressou em um doutorado à distância pela Virginia Tech. Aos 87 anos, escreveu sua própria biografia.
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