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Grupo liderado pela Airbus propõe novo caça europeu após fracasso de projeto entre França e Alemanha
Publicado 09/06/2026 • 13:50 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/06/2026 • 13:50 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Protótipos do Future Combat Air System, projeto franco-alemão cancelado esta semana
Um grupo de empresas liderado pela Airbus apresentou ao governo da Alemanha uma proposta para desenvolver um novo sistema europeu de combate aéreo após o encerramento do programa FCAS (Future Combat Air System), projeto franco-alemão que vinha enfrentando impasses há anos. A iniciativa foi enviada ao ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, um dia depois de o chanceler Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron decidirem encerrar o programa original.
A nova proposta reúne a Airbus Defence and Space, Hensoldt, Autoflug, Diehl Defence, Rohde & Schwarz, Liebherr, MBDA e MTU Aero Engines. Segundo a Hensoldt, as empresas elaboraram conjuntamente um documento de posicionamento sobre o FCAS e o sistema de armas associado conhecido como NGWS (Next Generation Weapon System).
A proposta foi encaminhada ao Ministério da Defesa da Alemanha e também ao gabinete do chanceler Friedrich Merz, segundo informações divulgadas inicialmente pelo Financial Times. Um porta-voz da Hensoldt confirmou que mais detalhes serão apresentados na quinta-feira durante o salão aeronáutico ILA Air Show, em Berlim.
Leia também: França e Alemanha encerram projeto de caça europeu após impasse entre Airbus e Dassault
O Ministério da Defesa alemão também confirmou a existência do documento.
Durante entrevista coletiva nesta terça-feira, Boris Pistorius afirmou que a proposta apresentada pelo consórcio é uma das alternativas em análise para o futuro da aviação de combate alemã. “É concebível e uma possibilidade”, disse o ministro.
Segundo Pistorius, Berlim também considera outras alternativas, como a aquisição de caças F-35 dos Estados Unidos ou a participação em projetos já em desenvolvimento por outros países.
Entre eles está o Global Combat Air Programme (GCAP), iniciativa conduzida por Reino Unido, Japão e Itália para criar uma nova geração de aeronaves militares. O ministro observou, porém, que uma entrada tardia nesse programa poderia trazer desafios técnicos relevantes.
Leia também: Europa apresenta pacote de soberania tecnológica em meio a preocupações com dependência de tecnologia dos EUA
Lançado em 2017, o FCAS era visto como um dos principais símbolos da cooperação europeia em defesa diante das tensões com a Rússia e das relações cada vez mais delicadas com os Estados Unidos. No entanto, o programa enfrentou sucessivos conflitos entre a francesa Dassault Aviation e a Airbus, responsável pelos interesses alemães e espanhóis no projeto.
As divergências se concentravam principalmente no controle do desenvolvimento da aeronave. O lado alemão criticava as tentativas da Dassault de ampliar sua influência sobre o programa e assumir maior protagonismo na construção do caça.
Ao justificar o abandono do projeto, Friedrich Merz afirmou que a Alemanha possui necessidades diferentes das da França. Segundo o chanceler, o país não precisa de aeronaves capazes de transportar armas nucleares nem de operar a partir de porta-aviões.
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Seguir no GooglePistorius admitiu que o fracasso do programa franco-alemão foi uma decisão difícil para o governo alemão.
“Sei o quanto a cooperação franco-alemã é importante para a Europa, mas, no fim, é preciso traçar uma linha entre a razão e o coração”, afirmou.
Mais cedo, o ministro havia declarado que o encerramento do FCAS o havia deixado “abalado”, reforçando a importância estratégica que o projeto tinha para a cooperação em defesa dentro da Europa.
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