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Guerra com Irã levou Trump ao pior momento de aprovação no segundo mandato, diz especialista
Publicado 17/04/2026 • 17:32 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/04/2026 • 17:32 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A guerra com o Irã empurrou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o pior momento de aprovação de seu segundo mandato, na avaliação de Carlos Gustavo Poggio, doutor em relações internacionais e especialista em política dos Estados Unidos.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Poggio afirmou que o conflito aprofundou um desgaste político que já vinha se acumulando desde o anúncio das tarifas, a atuação da polícia imigratória e outras frentes de pressão sobre o governo.
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“Para ser bem direto, é um desastre político para o Donald Trump”, disse. Segundo ele, o impacto mais imediato veio do aumento do custo da gasolina, que atingiu diretamente o orçamento das famílias e agravou a percepção de inflação nos Estados Unidos.
Na avaliação do especialista, o encarecimento dos combustíveis reduziu a margem de renda disponível do consumidor americano e reforçou a frustração de parte do eleitorado que apoiou Trump com base na promessa de melhora econômica.
“Grande parte do acordo de muita gente que votou no Donald Trump era: ‘a gente até aguenta as coisas que ele fala, mas pelo menos sabemos que o Trump pode cuidar bem da economia’. Mas não é isso que tem acontecido”, afirmou.
Poggio disse que as pesquisas quantitativas e qualitativas já mostram o tamanho do dano político. Segundo ele, Trump chega ao momento mais delicado de popularidade neste segundo mandato justamente porque a deterioração econômica passou a ser sentida no dia a dia do eleitor médio.
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O especialista também avaliou que a queda de aprovação tem estreitado a sustentação política do presidente aos segmentos mais fiéis do movimento “Make America Great Again” (MAGA). Segundo ele, essa base tende a seguir Trump independentemente da mudança de posição sobre temas centrais, inclusive política externa, mas não é ampla o suficiente para sustentar vitórias eleitorais mais abrangentes.
“Esses que são mais fiéis, eles não se preocupam tanto com esta ou aquela política. Eles vão para onde o Trump aponta”, disse. Ao mesmo tempo, Poggio afirmou que o presidente tem perdido apoio entre jovens, minorias e eleitores independentes, grupos que ajudaram a ampliar sua coalizão na eleição.
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