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Guerra no Irã pode frear retomada imobiliária nos EUA – e o problema vai além dos juros
Publicado 25/03/2026 • 18:56 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 25/03/2026 • 18:56 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O conflito no Irã já começa a afetar o mercado imobiliário dos Estados Unidos, inicialmente por meio da alta nas taxas de hipoteca, mas também por fatores mais amplos, como inflação, preços de energia e renda das famílias.
Antes dos ataques, a taxa média de financiamento imobiliário de 30 anos estava em 5,99%, segundo a Mortgage News Daily. Desde então, subiu para cerca de 6,5%, reduzindo a acessibilidade para compradores, justamente em um momento em que o mercado mostrava sinais de melhora.
Além da queda anterior nas taxas, havia uma desaceleração no aumento dos preços dos imóveis e maior oferta de casas à venda, fatores que favoreciam compradores após um período de mercado apertado e caro.
Com a recente alta dos juros, os efeitos já aparecem: os pedidos de financiamento para compra de imóveis caíram 5% na última semana, segundo a Mortgage Bankers Association. Ainda assim, especialistas apontam que o impacto vai além do custo do crédito.
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A Zillow projetava crescimento de 4,3% nas vendas de imóveis existentes em 2026, mas o cenário mudou com o aumento das incertezas. “Novos riscos surgiram com os preços de energia e preocupações com inflação, adicionando complexidade às projeções”, afirmou Mischa Fisher, economista-chefe da empresa.
Segundo ele, a combinação de juros mais altos, inflação e possível aumento do desemprego, causado pela redução do poder de compra, pode afetar significativamente o mercado. Em cenários simulados, o crescimento das vendas pode cair para 3,48%, 2,33% ou 1,21%, dependendo da duração da crise, e até se transformar em queda de 0,73% em um cenário mais adverso.
O impacto já é visível no setor de construção. A KB Home reduziu sua projeção anual após resultados fracos. “O conflito no Oriente Médio adicionou uma nova camada de incerteza”, afirmou o presidente da empresa, Jeff Mezger.
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O mercado também enfrenta aumento da oferta. Construtoras acumulam estoques elevados, enquanto o número de imóveis disponíveis no mercado existente segue em alta, especialmente no Sul e Oeste dos EUA.
Mesmo antes da guerra, havia sinais de fraqueza: os cancelamentos de contratos atingiram o maior nível desde 2017, segundo a Redfin. Em fevereiro, cerca de 13,7% das compras foram canceladas, ante 12,8% um ano antes.
Atualmente, há um desequilíbrio entre oferta e demanda, com mais de 600 mil vendedores a mais do que compradores, dando maior poder de negociação aos compradores – embora isso varie entre regiões.
Para analistas, o mercado entra em um momento delicado. “O setor imobiliário está preso entre sinais de recuperação de longo prazo e instabilidade de curto prazo”, afirmou Jake Krimmel, economista da Realtor.com.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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