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Adolescentes do Reino Unido testarão proibições de redes sociais e toques de recolher digitais
Publicado 25/03/2026 • 17:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/03/2026 • 17:20 | Atualizado há 3 meses
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Centenas de adolescentes britânicos irão testar proibições de redes sociais e limites de tempo em aplicativos como parte de consultas sobre novas medidas para manter crianças seguras online, anunciou o governo nesta quarta-feira (25).
O projeto-piloto ocorre enquanto o governo busca a opinião de pais sobre a possibilidade de seguir o exemplo da Austrália e implementar uma proibição total de redes sociais para menores de 16 anos.
Trezentos jovens, com idades entre 13 e 17 anos, testarão diferentes restrições no uso de redes sociais ao longo de seis semanas, para avaliar o impacto em seus estudos, sono e vida familiar.
Alguns terão seus aplicativos de redes sociais completamente desativados, enquanto outros ficarão sem acesso durante a noite, informou o Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia.
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Um terceiro grupo terá um limite de uma hora por dia nos aplicativos mais populares entre adolescentes, incluindo Instagram, TikTok e Snapchat.
Os resultados serão comparados com um quarto grupo de jovens que continuará com acesso ilimitado.
“Estamos determinados a oferecer aos jovens a infância que eles merecem e prepará-los para o futuro”, disse a ministra de Tecnologia, Liz Kendall.
“Esses testes nos darão as evidências necessárias para tomar os próximos passos, com base nas experiências das próprias famílias.”
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Siga o Times | CNBCA Austrália se tornou, em dezembro, o primeiro país a proibir pessoas com menos de 16 anos de usar plataformas de redes sociais amplamente populares e lucrativas.
Vários outros países estão considerando medidas semelhantes, incluindo a França, onde parlamentares aprovaram em janeiro um projeto de lei que proibiria o uso por menores de 15 anos — ainda pendente de aprovação final.
O governo britânico abriu uma consulta sobre uma possível proibição nos moldes australianos, que também analisará medidas como restrições de idade e a proibição de recursos considerados viciantes, como a rolagem infinita.
No início deste mês, parlamentares britânicos rejeitaram propostas da Câmara dos Lordes para proibir redes sociais para menores de 16 anos, enquanto aguardam o resultado da consulta, que deve ser concluída em 26 de maio.
Figuras públicas britânicas, incluindo o ator Hugh Grant, têm pressionado o governo a apoiar a proibição, argumentando que os pais, sozinhos, não conseguem conter os danos causados pelas redes sociais.
Mas alguns especialistas alertam que restrições podem ser facilmente contornadas e defendem que as plataformas tecnológicas devem focar em tornar seus serviços mais seguros.
O primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer não descartou a possibilidade de uma proibição.
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