Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Guerra no Oriente Médio pode travar queda da inflação global, diz Durigan em reunião do FMI
Publicado 16/04/2026 • 18:11 | Atualizado há 2 meses
Nasdaq tem pior dia desde outubro do ano passado e a pior semana desde abril de 2025
Bitcoin despenca na semana e entra na casa dos US$ 60 mil; metade da máxima histórica
OpenAI cede a Trump e aceita revisão governamental de modelos de IA antes do lançamento
Guerra no Irã expõe fragilidade do petróleo e renováveis assumem posto de fonte segura
Conheça os fundos que mais lucraram com a volatilidade dos preços do petróleo em 2026
Publicado 16/04/2026 • 18:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, alertou para os efeitos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã sobre a economia global. A avaliação consta em posicionamento enviado pelo Brasil ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.
No documento, Durigan afirmou que a escalada do conflito ocorre em um momento delicado para a economia mundial, que começava a se estabilizar após uma sequência de choques relevantes. Segundo ele, o novo cenário tende a pressionar a inflação, reduzir crescimento e aumentar o risco de estagflação — combinação de inflação alta, desemprego elevado e crescimento econômico estagnado — em diferentes países.
“O aumento dos preços de energia e alimentos tende a corroer a renda real, reduzir o consumo e dificultar os processos de desinflação em curso”, disse.
Leia também: Fazenda anuncia novo programa de renegociação de dívidas com descontos de até 80%
De acordo com o ministro, o FMI já revisou para baixo a projeção de crescimento global, enquanto a inflação tende a subir, refletindo efeitos diretos e indiretos da guerra com o Irã. Na avaliação dele, a combinação entre atividade mais fraca e pressões inflacionárias crescentes torna a condução da política econômica mais complexa.
“A combinação de crescimento mais fraco e pressões inflacionárias ascendentes suscita preocupações quanto a dinâmicas de estagflação mundo afora e evidencia a crescente complexidade da política econômica”, afirmou.
Durigan também destacou que o choque tem efeitos desiguais e tende a atingir com mais força economias de baixa renda e países importadores de energia. No texto, ele cobrou apoio das economias avançadas às nações mais vulneráveis e às populações em situação de maior necessidade.
“Manifestamos preocupação de que o choque atual possa acarretar consequências particularmente graves para os mais pobres”, disse.
O posicionamento assinado por Durigan representa um grupo de países no FMI, formado por Brasil, Cabo Verde, República Dominicana, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, Suriname, Timor-Leste e Trinidad e Tobago.
Segundo o ministro, os riscos para as perspectivas econômicas se intensificaram na direção negativa. Ele afirmou que, se a guerra se prolongar ou se espalhar pela região, as disrupções no mercado de energia devem persistir e contaminar outras cadeias relevantes, como fertilizantes e alimentos, com efeitos adicionais sobre inflação e condições financeiras.
Durigan também citou o risco de uma crise de refugiados em larga escala, com potencial de gerar efeitos desestabilizadores em várias regiões. Para ele, uma nova escalada agravaria marcas ainda abertas de choques anteriores.
O ministro afirmou ainda que muitos países operam com espaço fiscal limitado e baixa capacidade de absorver novos choques. Ao mesmo tempo, avaliou que o sistema global de comércio segue fragilizado e sujeito a maior fragmentação geoeconômica.
Nesse contexto, ele defendeu a adoção de políticas macroeconômicas contracíclicas, quando houver espaço e viabilidade, como forma de mitigar os impactos da guerra.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleLeia também: Fazenda define limites: Durigan recusa comentar BC e nega socorro federal ao BRB
Segundo Durigan, o cenário exige renovação do compromisso com a cooperação econômica global e com o multilateralismo. Ele acrescentou que o Brasil e os demais países do grupo apoiam a recomendação do FMI para que bancos centrais calibrem com cuidado a resposta ao choque de preços de energia, diante da dificuldade de separar efeitos temporários e persistentes.
“A política monetária deve ser adequadamente calibrada e claramente comunicada, de modo a preservar a credibilidade, ancorar expectativas e minimizar o repasse de choques de oferta à inflação”, afirmou.
Durigan defendeu que o FMI acompanhe de perto os efeitos da guerra sobre a segurança energética e alimentar. “O FMI deve permanecer forte, ágil e adequadamente equipado”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Mega-Sena: por que não tem sorteio na noite desta quinta-feira (04)?
2
Dólar sobe e Ibovespa cai ante Payroll forte; mercado reprecifica juros nos EUA e no Brasil
3
JHSF inaugura shopping de luxo no interior de São Paulo
4
Novo tarifaço deve aumentar busca de investidores por Green Card e acelerar internacionalização de empresas brasileiras
5
Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente