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Fazenda define limites: Durigan recusa comentar BC e nega socorro federal ao BRB
Publicado 12/04/2026 • 15:53 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 12/04/2026 • 15:53 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, mandou dois recados políticos neste domingo (12): recusou avaliar a condução do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e descartou qualquer ajuda federal ao BRB. Os dois movimentos definem os limites que a Fazenda escolheu manter diante de crises que pressionam o governo em frentes distintas.
“Eu não vou comentar o papel do BC porque tem a sua competência”, disse Durigan em entrevista à Folha de São Paulo, ao ser questionado sobre as críticas que setores do governo e do PT têm feito nos bastidores à postura recente da autoridade monetária.
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A tensão entre o Planalto e o BC teve origem no depoimento de Galípolo à CPI do Crime Organizado na quarta-feira (8). O presidente do Banco Central afirmou não haver nada que indique culpa de seu antecessor, Roberto Campos Neto, no caso Master, contrariando a estratégia governista de associar as irregularidades do banco de Daniel Vorcaro à gestão de Jair Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a chamar o Master de “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto. PT e Palácio do Planalto viraram sua artilharia contra Galípolo na sequência.
Durigan, porém, manteve-se no terreno técnico. Afirmou que “o fiscal não é motivo” para o BC “colocar o pé no freio” e prometeu cautela na gestão das contas públicas. “Não vamos deixar pauta-bomba do Executivo para as próximas gestões, como aconteceu em 2022. Não vamos repetir esse cenário para 2027”, declarou, citando que o governo não está empurrando temas como precatórios e Fundeb nem retirando IPI ou IOF do próximo governo.
Sobre o BRB, Durigan foi direto. “A orientação é que não deve haver ajuda federal. Os bancos federais, atuando como bancos, podem avaliar o interesse em comprar carteira, operação, imóvel. Os bancos privados estão avaliando. O que a gente não pode perder de vista é que a responsabilidade é do governo do Distrito Federal, acionista do BRB”, afirmou.
O banco atravessa uma nova crise de liquidez e negocia a venda de ativos que eram do Banco Master por R$ 15 bilhões. Paralelamente, busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito e outros bancos para cobrir o rombo deixado pela instituição de Vorcaro.
Durigan também foi questionado sobre duas vagas abertas na diretoria do Banco Central. O ministro disse não ter tratado do assunto com o presidente Lula. “Não tive a oportunidade de tratar com o presidente Lula sobre isso”, afirmou, sem indicar prazo para uma definição.
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