Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Hassett sugere “alternativas legais” caso Suprema Corte dos EUA rejeite tarifas de Trump
Publicado 07/09/2025 • 20:56 | Atualizado há 8 meses
Ações de Boeing, veículos elétricos e chips ficam no radar durante negociações entre Trump e Xi
CEO da Allegiant defende modelo de baixo custo após conclusão da compra da Sun Country
SoftBank registra ganho de US$ 46 bilhões com aposta bilionária na OpenAI
Ações da Cisco disparam 17% após salto em pedidos de IA, apesar de corte de 4 mil empregos
CEO da Nvidia se junta à viagem de Trump à China após ligação do presidente dos EUA
Publicado 07/09/2025 • 20:56 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: CNBC
O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, afirmou em entrevista ao programa Face the Nation, da CBS News, que existem “outras alternativas legais” que podem ser usadas para implementar tarifas caso a Suprema Corte Americana decida contra as medidas impostas pelo governo de Donald Trump. Entre as alternativas, Hassett citou a Seção 232, que já havia sido aplicada a impostos sobre aço e alumínio.
A Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962 permite ao presidente impor tributos “para que importações não ameacem a segurança nacional”, após análise das práticas comerciais, segundo a NBC News (empresa do mesmo grupo da CNBC). Em agosto, o governo Trump aumentou em 50% os impostos sobre aço e alumínio para mais de 400 categorias de produtos e também ameaçou elevar taxas sobre semicondutores e medicamentos.
Leia mais:
Bessent: reembolsos bilionários podem ocorrer se Suprema Corte Americana derrubar tarifas de Trump
Todas as opções de sanções contra Rússia ‘estão sobre a mesa’ de Trump, diz Bessent
A declaração do executivo ocorre depois que um Tribunal Federal de Apelações considerou, em 29 de agosto, que as “tarifas recíprocas” do presidente republicano ultrapassam os limites da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
O tribunal afirmou que a legislação não autoriza a imposição de taxas de emergência com a escala adotada por Trump e suspendeu parcialmente a aplicação das medidas até 14 de outubro.
O governo norte-americano recorreu da decisão à Suprema Corte, alertando que a interrupção da medida poderia prejudicar as negociações comerciais e reduzir a arrecadação federal.
Entre janeiro e julho deste ano, os EUA arrecadaram aproximadamente US$ 28 bilhões com os impostos, frente a US$ 16,8 bilhões em abril. No primeiro semestre, a Alfândega e Proteção de Fronteiras registrou US$ 81,5 bilhões em receitas provenientes das tarifas ligadas às políticas do governo.
O efeito dessa medida também se reflete no mercado de trabalho. Segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho, a economia americana gerou 22 mil vagas em agosto, enquanto a taxa de desemprego subiu para 4,3%, nível mais alto em quase quatro anos. O setor de bens de consumo apresentou queda por quatro meses consecutivos, conforme análise do economista Joe Brusuelas, da RSM US.
Hassett ainda destacou que a expectativa é de crescimento de empregos na construção civil e na indústria, em parte devido à aprovação do “One Big Beautiful Bill”. O governo defende que os custos adicionais das tarifas devem ser absorvidos pelas empresas, mas companhias como Nike, Hasbro e Walmart alertam que isso pode gerar aumento de preços para os consumidores americanos.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Dívidas dos clubes brasileiros batem R$ 16 bilhões em 2025; veja ranking
2
Por que a Enjoei decidiu encerrar a Elo7? Entenda o que levou ao fechamento
3
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
4
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
5
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO