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Irã ameaça enriquecer urânio em caso de novos ataques dos EUA
Publicado 14/05/2026 • 10:33 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/05/2026 • 10:33 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Irã ameaça enriquecer o urânio em caso de ataques
O governo do Irã voltou a elevar o tom nas negociações envolvendo o programa nuclear do país e aumentou a tensão no Oriente Médio. Autoridades iranianas afirmam que Teerã poderá ampliar o enriquecimento de urânio caso novos ataques militares aconteçam contra as instalações do país.
A declaração acontece em meio às negociações entre Irã e os Estados Unidos para tentar reduzir os conflitos iniciados em fevereiro deste ano. Ao mesmo tempo, o destino do estoque iraniano de urânio enriquecido segue como um dos principais pontos de disputa entre os dois governos.
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O porta-voz do parlamento iraniano, Ebrahim Razaei, afirmou nesta terça-feira (12) que o país poderá enriquecer urânio em até 90% de pureza caso sofra novos ataques em seu território.
Segundo ele, essa possibilidade poderá ser analisada pelo Parlamento iraniano nos próximos meses. O nível de 90% de pureza é considerado adequado para o uso militar e representa um avanço importante em relação aos níveis atualmente utilizados para fins civis.
A declaração foi publicada na rede social X e aumentou a preocupação internacional sobre o avanço do programa nuclear iraniano. Vale destacar que o principal motivo do início dos ataques americanos sobre o Irã seria incapacitar o país iraniano de produzir armas nucleares de destruição em massa.

Durante uma aparição no Salão Oval, Donald Trump afirmou que a proposta enviada pelo Irã não apresentou concessões sobre o programa nuclear iraniano. O presidente classificou o documento como “lixo” e afirmou que o cessar-fogo atual “respira por aparelhos” e está “em estado terminal”, segundo informações publicadas pelo Estadão.
Ainda durante a fala do republicano, ele disse que não terminou de ler a proposta dos iranianos e reforçou que busca uma “vitória completa” no conflito.
Segundo o presidente americano, o Irã acredita que os Estados Unidos podem desistir da guerra por pressão política ou desgaste prolongado. Trump afirmou que isso não irá acontecer.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a proposta apresentada por Teerã foi “generosa e responsável”. De acordo com o governo iraniano, o documento exige o fim da guerra, o levantamento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos e a liberação de ativos iranianos congelados.
Além disso, o Irã também pediu garantias contra novos ataques, suspensão das sanções econômicas e o fim das restrições à venda de petróleo iraniano. O governo ainda defendeu a passagem segura pelo Estreito de Ormuz e medidas para ampliar a segurança regional do Líbano.
Entretanto, ao mesmo tempo, as autoridades iranianas afirmaram que consideram o enriquecimento do urânio em 90% de pureza em caso de novos ataques.
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Além dos impactos globais, a guerra no Oriente Médio também aumentou os problemas econômicos no Irã. Antes do conflito, as sanções lideradas pelos Estados Unidos já pressionavam a moeda iraniana, o rial, e ampliavam manifestações populares no país.
Segundo o oficial do Irã, Gholamhossein Mohammadi, a guerra provocou a perda de 1 milhão de empregos, além do desemprego direto e indireto de outras 2 milhões de pessoas. Mesmo assim, a liderança iraniana acredita ter resistido à pressão internacional e mantém uma postura mais rígida nas negociações atuais.
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