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Hiroshi Okuda, ex-presidente da Toyota morre aos 93 anos; executivo liderou expansão global da montadora
Publicado 11/08/2026 • 19:09 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/08/2026 • 19:09 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
Hiroshi Okuda, ex-presidente e chairman da Toyota Motor Corporation, morreu aos 93 anos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pela agência japonesa Kyodo News. O executivo comandou a montadora durante um período de expansão internacional que ajudou a estabelecer as bases para a transformação da Toyota em uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo.
Funcionário da Toyota durante toda a carreira, Okuda ingressou na empresa em 1955, quando a montadora ainda consolidava sua posição como uma potência industrial no Japão do pós-Segunda Guerra Mundial. Ele começou na área de contabilidade e posteriormente passou a supervisionar operações da companhia na Ásia e na Oceania.
Em 1995, assumiu a presidência da Toyota, sucedendo Tatsuro Toyoda, filho de Kiichiro Toyoda, fundador da empresa. Sua chegada encerrou um período de quase 30 anos de controle da família Toyoda sobre a presidência da montadora.
Okuda encontrou uma Toyota pressionada pela queda dos lucros e pela perda de participação no mercado japonês. A resposta foi acelerar a expansão internacional e promover uma mudança na cultura corporativa da companhia.
“Estamos confiantes de que, se a Toyota mudar, o Japão mudará”, afirmou Okuda ao assumir a presidência, segundo o jornal japonês Nikkei.
Durante sua gestão, a Toyota ampliou sua presença industrial na América do Norte, Europa e Ásia. A companhia avançou na construção de uma fábrica na França e expandiu a produção nos Estados Unidos. No Japão, tomou uma decisão inédita ao fechar uma fábrica doméstica pela primeira vez em sua história.
O executivo também foi um dos principais responsáveis pela aposta da Toyota em tecnologias híbridas. Sob sua liderança, a empresa lançou o Prius no Japão em 1997, modelo que inicialmente enfrentou resistência de parte do setor automotivo, mas posteriormente conquistou uma ampla base de consumidores e se tornou um dos principais símbolos da estratégia de eletrificação da montadora.
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Siga o Times | CNBCA transformação promovida por Okuda também alterou a cultura interna da Toyota. Segundo o Nikkei, ele buscou combater uma postura considerada excessivamente acomodada dentro da empresa e defendeu maior foco em eficiência, expansão internacional e geração de valor para os acionistas.
Conhecido pelo estilo direto, Okuda também ganhou projeção fora do setor automotivo. Durante seu período à frente da Toyota, desenvolveu uma ampla rede internacional de contatos e participou de discussões comerciais entre Japão e Estados Unidos, em um momento de forte tensão envolvendo as exportações japonesas de automóveis.
Em 1999, deixou a presidência executiva e passou o comando cotidiano da empresa para Fujio Cho, tornando-se chairman. Permaneceu no cargo até 2006, quando passou a atuar como conselheiro sênior e integrante do conselho de administração. Deixou o conselho em 2009, durante uma reformulação da estrutura de gestão da Toyota.
Além da montadora, Okuda teve influência na política econômica japonesa. Em 2002, tornou-se o primeiro chairman da Keidanren, principal organização empresarial do Japão, após a fusão de duas entidades que a antecederam.
Durante quatro anos à frente da organização, supervisionou cerca de 200 propostas de políticas públicas. Entre suas principais preocupações estavam o envelhecimento e a redução da população japonesa, a necessidade de reformas estruturais e a abertura do país para trabalhadores estrangeiros.
Okuda também integrou conselhos consultivos do governo japonês e teve proximidade com o então primeiro-ministro Junichiro Koizumi, participando das discussões sobre reformas econômicas e administrativas.
Seu período à frente da Toyota coincidiu com uma mudança decisiva na estratégia da companhia: de uma fabricante fortemente concentrada no Japão para uma empresa com operações industriais e comerciais espalhadas pelo mundo. A expansão internacional e a aposta antecipada em veículos híbridos se tornaram parte central do legado deixado por Okuda na montadora.
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