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Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e condiciona reabertura a exigências aos EUA
Publicado 11/08/2026 • 17:34 | Atualizado há 1 hora
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EUA e Irã trocam exigências de indenização enquanto diminuem as esperanças de um acordo sobre Ormuz
Publicado 11/08/2026 • 17:34 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz
Autoridades iranianas reafirmaram nesta terça-feira (11) que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado e condicionaram uma eventual reabertura ao cumprimento de exigências apresentadas aos Estados Unidos.
Mojtaba Zonnur, identificado como consultor do Líder da Revolução, afirmou em uma publicação na rede X que o estreito não será reaberto até que as condições estabelecidas pelo Irã sejam atendidas.
A posição também foi reforçada por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. Segundo ele, o estreito continuará fechado até que os Estados Unidos encerrem a guerra, ponham fim ao cerco e liberem os ativos iranianos bloqueados.
Rezaei acrescentou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado caso a guerra em toda a região não termine. A condição, segundo ele, inclui o fim dos conflitos no Líbano e em Gaza.
Durante uma reunião com o embaixador chinês Cong Peiwu, Rezaei voltou a exigir que os Estados Unidos encerrem a guerra, paguem ou liberem os fundos iranianos bloqueados e cumpram outras condições transmitidas por intermediários.
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Siga o Times | CNBCO secretário também afirmou que um eventual acordo entre Irã e Omã para estabelecer uma rota de passagem seria uma questão separada do bloqueio do Estreito de Ormuz. Assim, segundo a posição apresentada por Rezaei, uma rota eventualmente acordada com Omã não significaria necessariamente a reabertura do estreito.
Leia mais: EUA e Irã trocam exigências de indenização enquanto diminuem as esperanças de um acordo sobre Ormuz
Na mesma reunião, Rezaei avaliou positivamente a postura da China por não apoiar uma resolução que classificou como “ilegal e anti-iraniana”, apresentada no Conselho de Segurança da ONU durante a chamada Guerra do Ramadã.
Enquanto Teerã reafirma suas condições, também surgiram sinais de possíveis avanços diplomáticos. Segundo a Bloomberg, autoridades do Paquistão afirmaram que Estados Unidos e Irã estariam próximos de algum acordo e disseram que “as coisas estão se encaminhando em favor da paz”.
O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, viajou a Teerã para participar das conversas. A visita faz parte dos esforços diplomáticos para avançar nas negociações.
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