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Hotéis dos EUA chamam Copa do Mundo de “não-evento”; entenda

Publicado 24/05/2026 • 12:05 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Copa de 2026 será realizada simultaneamente nos Estados Unidos, Canadá e México.
  • Em várias cidades, representantes dos hotéis classificaram o torneio como um “não-evento”.
  • Nos últimos meses, grupos de torcedores europeus chegaram a defender boicotes simbólicos ao evento nos EUA.
Taça da copa do mundo em um gramado, ao lado da área de gol.

Foto: Unsplash

Hotéis dos EUA chamam Copa do Mundo de “não-evento”; entenda

A menos de um mês do início da Copa do Mundo de 2026, hotéis das cidades-sede dos Estados Unidos passaram a demonstrar preocupação com a baixa procura por hospedagens durante o torneio.

Um relatório divulgado pela American Hotel and Lodging Association, com dados de mais de 200 hotéis em 11 cidades americanas, mostrou que quase 80% dos estabelecimentos afirmam que as reservas estão abaixo das projeções iniciais.

De acordo com a Fortune, apesar das previsões otimistas da FIFA sobre o impacto econômico da Copa do Mundo, empresários do setor de hotelaria afirmam que a demanda internacional ainda não corresponde ao esperado.

Em várias cidades, representantes dos hotéis classificaram o torneio como um “não-evento”, diante do ritmo lento das reservas.

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O levantamento ouviu hotéis localizados em cidades como Nova York, Los Angeles, Miami, Dallas, Atlanta, Seattle, Houston e Filadélfia.

Parte dos entrevistados relatou que o movimento previsto para o período está até abaixo da média tradicional do verão americano.

Segundo o relatório, um dos principais motivos para a frustração do setor é a dificuldade enfrentada por turistas estrangeiros na obtenção de vistos para entrar nos Estados Unidos. A situação acabou reduzindo a expectativa de chegada de visitantes internacionais.

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FIFA cancelou milhares de quartos reservados na Copa do Mundo

Outro ponto que gerou desconforto entre os hotéis foi a redução de quartos inicialmente bloqueados pela FIFA. Em março, a entidade cancelou milhares de reservas previamente negociadas nas cidades-sede para adequar a oferta à procura real.

Hotéis afirmam que a estratégia criou uma percepção artificial de alta demanda meses antes da competição. Já a FIFA informou que os ajustes seguiram cláusulas contratuais previstas e ocorreram dentro dos prazos estabelecidos.

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A entidade também declarou que trabalhou diretamente com os hotéis para reorganizar tarifas, categorias de quartos e disponibilidade conforme o comportamento do mercado.

Custos altos afastam torcedores

Os preços elevados para acompanhar a Copa do Mundo nos Estados Unidos também aparecem como fator importante para a baixa procura.

Passagens aéreas internacionais ficaram mais caras nos últimos meses, impulsionadas pela crise no Oriente Médio e pelo aumento do preço do combustível.

Além disso, os ingressos para várias partidas ultrapassam US$ 1 mil. A decisão da Copa do Mundo, marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey, chegou a registrar entradas próximas de US$ 33 mil nos setores mais caros.

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Até mesmo os custos de transporte interno provocaram críticas. A empresa NJ Transit precisou reduzir o valor de um pacote de transporte entre Nova York e o estádio após reclamações sobre os preços.

Embora a FIFA tenha informado que disponibilizou ingressos populares a partir de US$ 60, especialistas apontam que os gastos totais da viagem acabam limitando o acesso de muitos torcedores.

Questões políticas e econômicas entram na Copa do Mundo

A Copa de 2026 será realizada simultaneamente nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio acontece em um momento de tensão internacional provocado por disputas comerciais, conflitos geopolíticos e debates sobre imigração.

Nos últimos meses, grupos de torcedores europeus chegaram a defender boicotes simbólicos ao evento nos Estados Unidos.

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Ainda assim, especialistas acreditam que o principal obstáculo para o público continua sendo o custo da viagem, e não necessariamente questões políticas.

Especialistas alertam para projeções exageradas

A FIFA estima que a Copa do Mundo gere impacto econômico superior a US$ 30 bilhões nos três países-sede. Mesmo assim, analistas afirmam que grandes eventos esportivos frequentemente apresentam previsões acima da realidade.

Estudos recentes da Universidade de Oxford apontam que competições internacionais costumam registrar gastos maiores do que o inicialmente previsto, especialmente por causa de segurança, infraestrutura e logística.

Especialistas em gestão esportiva afirmam que a Copa deve movimentar turismo, hotelaria e entretenimento, mas em escala menor do que a projetada inicialmente.

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Ainda assim, o setor aposta em um aumento de reservas de última hora, comportamento considerado comum em grandes torneios internacionais.

Mesmo cercada de expectativa, a Copa do Mundo ainda tenta transformar projeções milionárias em resultados concretos para o turismo e a hotelaria nos Estados Unidos.

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