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Houthis afirmam ter atacado acampamentos militares no Iêmen com drones e mísseis
Publicado 06/08/2026 • 14:35 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 06/08/2026 • 14:35 | Atualizado há 58 minutos
KEY POINTS
Ansar Allah/Houthi movement
Houthis em 2009, no Iêmen
Os houthis do Iêmen afirmaram nesta quinta-feira (6) ter realizado uma série de ataques com foguetes e drones contra acampamentos militares ligados ao governo iemenita. Segundo o grupo, as ações ocorreram nas províncias de Marib e Hadramut, no leste e no norte do país.
O porta-voz militar dos houthis, Yahya Sari, afirmou nas redes sociais que a operação teve “grande escala” e alta intensidade. Segundo ele, os ataques tiveram como alvo concentrações de forças consideradas inimigas em áreas como Al Ruaik, Al Abr e Al Zaniyh, além de outros acampamentos associados à Primeira e à Terceira Divisões de Emergência.
Sari declarou que “centenas de mercenários sauditas” morreram e afirmou que os ataques destruíram e incendiaram acampamentos, depósitos e armamentos. Até o momento, não havia confirmação oficial sobre o número de mortos.
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O centro de mídia da Primeira Divisão das Forças de Emergência do Iêmen confirmou que acampamentos governistas foram atacados por milícias houthis. O grupo informou que houve perdas materiais e humanas, mas não divulgou números específicos.
Em meio ao aumento das tensões, o Ministério da Defesa do governo reconhecido internacionalmente anunciou uma ampla campanha de segurança envolvendo várias províncias, com atenção especial para Hadramut e Al Mahra.
A Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen afirmou ter enviado condolências às famílias de soldados iemenitas mortos nos ataques em Hadramut e Marib. O governo americano classificou as ações dos houthis, que chamou de apoiados pelo Irã, como “covardes” e uma ação terrorista contra o povo iemenita. A representação também desejou recuperação aos feridos.
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Siga o Times | CNBCOs ataques ocorreram após a morte de Osama al Radfani, comandante das Forças Escudo da Pátria, em uma emboscada na província de Hadramut durante o fim de semana. As Forças Escudo da Pátria são aliadas do governo iemenita e recebem apoio financeiro da Arábia Saudita.
O ministro da Informação do Iêmen, Muamar Al Eryani, atribuiu a emboscada aos houthis. Segundo ele, o episódio faz parte de uma campanha contra altos comandantes militares, autoridades de segurança e pessoas envolvidas nos esforços para restaurar a autoridade do Estado. Eryani acusou a milícia huti de utilizar a violência e a instabilidade para avançar interesses ligados ao governo iraniano no Iêmen e na região.
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A escalada ocorre em meio a uma disputa envolvendo o governo iemenita, o Conselho de Transição do Sul (CTS) e forças apoiadas pela Arábia Saudita. Em janeiro, o CTS concordou formalmente em retirar suas milícias de bases e áreas estratégicas nas províncias de Hadramut e Al Mahra. As regiões foram entregues às Forças Escudo da Pátria, brigadas criadas pelo Conselho de Liderança Presidencial do Iêmen e que atuam sob comando da coalizão liderada pela Arábia Saudita.
O CTS é um movimento separatista do sul do Iêmen. Durante o conflito no país, o grupo apoiou o governo de forma limitada em troca do atendimento de reivindicações de independência. O Iêmen permaneceu dividido entre norte e sul até 1990.
A situação envolvendo o CTS e a Arábia Saudita se agravou no início de dezembro do ano passado, quando o grupo separatista lançou uma ofensiva nas províncias orientais de Al Mahra e Hadramut, áreas que fazem parte de suas reivindicações territoriais. A ofensiva recebeu resposta da Arábia Saudita, aliada do governo iemenita, que realizou bombardeios contra regiões conquistadas pelos separatistas.
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