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Hungria acusa Ucrânia de ‘bloqueio de petróleo’ e mobiliza soldados

Publicado 26/02/2026 • 09:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O primeiro-ministro da Hungria acusou Kiev de impor um “bloqueio de petróleo” ao país ao atrasar a reabertura de um oleoduto que o abastece com petróleo russo.
  • A Ucrânia fechou o duto há um mês, afirmando que um ataque russo o havia danificado.
  • Orbán disse ter posicionado soldados em instalações energéticas estratégicas para proteger a infraestrutura.
  • O partido de Orbán está mal posicionado nas pesquisas de opinião antes das eleições gerais de abril.

Foto oficial da Casa Branca por Daniel Torok

Viktor Orban

A Hungria acusou a Ucrânia de interromper o fornecimento de petróleo que recebe da Rússia e posicionou tropas em instalações energéticas críticas em todo o país, enquanto o primeiro-ministro Viktor Orbán intensifica a retórica sobre energia e segurança nacional antes das eleições parlamentares de abril.

Na quarta-feira (25), Orbán acusou Kiev de impor um “bloqueio de petróleo” à Hungria ao atrasar a reabertura do oleoduto Druzhba, que abastece o país e a vizinha Eslováquia com petróleo russo.

A Ucrânia fechou o duto há um mês, afirmando que um ataque russo o havia danificado, mas o líder húngaro acusou Kiev de manter o oleoduto fechado deliberadamente por motivos “políticos”, e não “técnicos”.

Leia também: Hungria ameaça bloquear novas sanções da UE por disputa sobre petróleo russo

“O governo ucraniano está exercendo pressão sobre os governos da Hungria e da Eslováquia por meio de um bloqueio de petróleo”, disse Orbán em um vídeo publicado na rede X após uma reunião do Conselho de Defesa da Hungria na quarta-feira.

“Eles não vão parar por aí”, afirmou, acrescentando: “Estão preparando novas ações para perturbar o sistema energético da Hungria”, sem apresentar mais detalhes ou provas.

Orbán declarou que havia “ordenado o reforço da proteção da infraestrutura energética crítica. Isso significa que soldados e o equipamento necessário para repelir possíveis ataques serão posicionados próximos a instalações energéticas estratégicas”.

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“A polícia também fará patrulhas com efetivo reforçado ao redor de usinas designadas, estações de distribuição e centros de controle”, disse. Drones também foram proibidos na região de fronteira nordeste com a Ucrânia.

A Ucrânia não respondeu publicamente às acusações, e a CNBC entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores do país para obter um posicionamento.

A intensificação da retórica em torno de energia e segurança nacional, e o aumento do sentimento anti-Ucrânia, ocorrem enquanto a liderança húngara luta para se manter no poder antes das eleições parlamentares de abril.

O partido de direita Fidesz, de Orbán, aparece atrás na maioria das pesquisas independentes, enquanto o ex-integrante do partido e desafiante de centro-direita Peter Magyar lidera as sondagens eleitorais antes da votação de 12 de abril.

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Relações delicadas

Os comentários surgem em meio a relações tensas entre os países por causa de energia, sanções relacionadas à Rússia e a guerra em andamento.

Os países da União Europeia Hungria e Eslováquia continuaram importando petróleo e gás russos apesar das tentativas do bloco de reduzir — e até proibir totalmente — essas compras, com ambos afirmando que suas economias e populações dependem do fornecimento barato de energia russa.

No entanto, a relação com a Rússia vai além da energia: os líderes dos dois países, Orbán e o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, mantêm boas relações com o presidente russo Vladimir Putin, enquanto têm relações frias com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Na manhã de quinta-feira, Orbán publicou uma carta aberta a Zelensky no Facebook, acusando-o de “trabalhar há quatro anos para forçar a Hungria a entrar na guerra entre você e a Rússia”. Hungria e Eslováquia têm frequentemente se oposto às sanções da UE contra a Rússia, que invadiu a Ucrânia em 2022, e voltaram a bloquear nesta semana uma tentativa do bloco de impor medidas punitivas adicionais a Moscou, coincidente com o quarto aniversário da guerra.

Ambos disseram que seus vetos ocorreram devido à interrupção das entregas de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, um duto da era soviética cujo nome se traduz como “Amizade”, que conecta os dois países via Ucrânia.

A proximidade desses países com a Rússia e a relutância em relação às sanções têm tensionado as relações com Bruxelas, já que acusam a UE de ignorar suas necessidades energéticas.

O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, foi além na quarta-feira ao afirmar que a Europa ignorou incidentes que, segundo ele, tiveram a Ucrânia como responsável por sabotagens de infraestrutura energética entre Rússia e Europa, como a explosão dos gasodutos Nord Stream que ligavam a Rússia à Alemanha.

A Ucrânia negou envolvimento nos danos a um dos dutos, mas investigadores na Alemanha afirmaram que os sabotadores eram ucranianos.

“As mesmas pessoas que hoje bloqueiam o transporte no oleoduto Amizade são as mesmas que explodiram o gasoduto Nord Stream. Essa é a situação, e não podemos permitir isso”, declarou Szijjártó em comentários divulgados pela agência nacional de notícias MTI. Ele não apresentou provas para suas acusações.

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