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EUA impõem mais sanções ao Irã em meio a nova onda de protestos
Publicado 26/02/2026 • 09:20 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 26/02/2026 • 09:20 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Negociadores dos países se preparam para as conversas marcadas para o sábado (11) no Paquistão, em meio a um frágil cessar-fogo.
Os EUA anunciaram nesta quarta-feira (25) novas sanções ao Irã como parte de uma campanha de “pressão máxima” antes da próxima rodada de negociações entre os dois países, que começa nesta quinta (26) em Genebra. Donald Trump ameaçou o regime iraniano com ataques caso o país não assine um acordo para desmantelar seu programa nuclear.
As últimas sanções afetam mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações que facilitam a “venda ilícita de petróleo iraniano” e a produção de armas no país. “O Irã explora o sistema financeiro para vender petróleo ilícito, lavar dinheiro, adquirir componentes para seus programas de armas nucleares e convencionais e apoiar seus grupos terroristas”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
O governo americano, segundo ele, continuará aplicando “pressão máxima sobre o Irã para prejudicar as capacidades bélicas do regime e seu apoio ao terrorismo“. Em seu discurso do Estado da União na terça-feira, Trump acusou o Irã de nutrir “ambições nucleares sinistras” e ordenou uma grande mobilização militar no Golfo Pérsico.
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O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, reiterou que há uma “perspectiva favorável” para as negociações entre os dois países. O regime, no entanto, prometeu responder com força a qualquer ataque americano, incluindo ações contra bases militares dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio.
Ontem, o governo iraniano classificou como “grandes mentiras” as declarações de Trump durante o discurso de terça-feira, 24. O Irã nega desenvolver mísseis intercontinentais e alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
“O que eles [OS EUA] dizem sobre o programa nuclear iraniano, os mísseis balísticos do Irã e o número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente uma repetição de grandes mentiras“, escreveu o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei.
Enquanto se prepara para outra rodada de negociações com os EUA, o regime voltou a reprimir uma nova onda de manifestações contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Os protestos foram retomados no fim de semana e se espalharam por 13 universidades, incluindo em Teerã e Mashhad.
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Siga o Times | CNBCO governo iraniano respondeu, mobilizando forças de segurança nas universidades. Policiais à paisana e integrantes da milícia Basij, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, ocuparam os câmpus que ainda estão abertos – 80% deles passaram a oferecer aulas a distância para evitar protestos.
Em alguns câmpus, confrontos foram registrados entre estudantes e policiais. Imagens mostram brigas na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, enquanto caminhonetes com metralhadoras foram fotografadas do lado de fora da Universidade de Teerã.
Na Universidade de Tecnologia Sajjad, em Mashhad, a segunda maior cidade do país, também houve confrontos. [OS EUA] Em frente à Escola de Engenharia Mecânica, ativistas a favor e contra o governo trocaram insultos verbais.
O ministro da Ciência Hossein Simaei-Sarraf disse que o governo não tolerará “distúrbios” nas universidades. Já o procurador-geral do país, Mohammad Azad, exigiu punições rápidas. “Certos grupos, sob orientação do inimigo, tentam inflamar o ambiente interno”, disse.
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Em janeiro, o regime cortou o acesso à internet e promoveu uma repressão violenta para conter os protestos. Segundo ONGs de direitos humanos, 7 mil pessoas morreram – embora o governo reconheça apenas 3.117 mortos. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
Leia mais: O que esperar da próxima rodada de negociações entre EUA e Irã enquanto Trump ameaça Teerã
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