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Inflação no atacado dos EUA acelera em fevereiro e supera expectativas
Publicado 18/03/2026 • 10:49 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 18/03/2026 • 10:49 | Atualizado há 4 semanas
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Notas de dólar
Os preços no atacado avançaram de forma acentuada em fevereiro, trazendo mais um sinal de que a inflação continua pressionada, mesmo desconsiderando a alta nos custos de energia.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que mede os custos ao longo da cadeia de produção e o quanto os produtores recebem por seus produtos, subiu 0,7% no mês com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira o Bureau of Labor Statistics. Excluindo os voláteis preços de alimentos e energia, o chamado núcleo do PPI avançou 0,5%.
Economistas consultados pela Dow Jones projetavam alta de 0,3% para ambos os indicadores.
No índice cheio, os preços aceleraram em relação ao avanço de 0,5% registrado em janeiro. Já o núcleo desacelerou frente à alta de 0,8% do mês anterior.
Leia também: Economia americana perde fôlego no fim de 2025 com PIB de 0,7% e inflação acima da meta
Em 12 meses, a inflação medida pelo PPI cheio ficou em 3,4%, a maior desde fevereiro de 2025, enquanto o núcleo atingiu 3,9%, segundo o BLS. O Federal Reserve tem como meta uma inflação de 2%.
Os futuros das bolsas recuaram após a divulgação do relatório, enquanto os rendimentos dos Treasuries subiram. No mercado futuro, operadores passaram a adiar a próxima redução de juros do Fed para, no mínimo, dezembro.
A alta do PPI foi impulsionada em grande parte por um avanço de 0,5% nos custos de serviços — um fator indesejado pelo Fed. Autoridades monetárias têm atribuído boa parte da recente aceleração da inflação às tarifas, que impactam menos o setor de serviços. As taxas de gestão de portfólio, um dos principais componentes dos custos de serviços no PPI, subiram 1% em fevereiro. Da mesma forma, os preços de corretagem de valores mobiliários, negociação, consultoria de investimentos e serviços relacionados avançaram 4,2%.
Os preços de bens subiram 1,1% no mês.
Leia também: ‘A inflação está despencando’, diz Trump em discurso do Estado da União
Os alimentos ficaram 2,4% mais caros, enquanto a energia avançou 2,3%. Dentro do grupo de alimentos, o índice de vegetais frescos e secos disparou 48,9%.
O relatório indica que as pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva permanecem persistentes, especialmente no setor de serviços, o que complica o cenário para o Fed ao avaliar por quanto tempo manterá os juros em níveis elevados.
O dado é divulgado em meio ao aumento das preocupações com a inflação diante do conflito no Oriente Médio. Estados Unidos e Israel seguem realizando ataques contra alvos no Irã, o que tem elevado os preços de energia. O petróleo tem sido negociado em torno de US$ 100 por barril, acumulando alta superior a 70% no ano com o avanço do conflito.
Leia também: Livro Bege aponta inflação moderada nos EUA e manutenção de pressões ligadas a tarifas
Até agora, nenhum dos dados de inflação captou totalmente os aumentos de preços associados à guerra. Ainda assim, os indicadores mostram que, mesmo antes dos ataques, a inflação já era um problema. Um relatório da semana passada apontou que os preços ao consumidor subiram 2,4% em fevereiro. Separadamente, o Departamento de Comércio informou que seu principal indicador de inflação — usado pelo Fed em suas projeções — estava em 3,1% no núcleo e 2,8% no índice cheio.
Ainda nesta quarta-feira, o Fed divulga sua mais recente decisão de política monetária. Participantes do mercado consideram praticamente certo que a autoridade monetária manterá a taxa básica de juros no intervalo entre 3,5% e 3,75%, nível em que se encontra desde o último corte, em dezembro de 2025.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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