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Inflação nos EUA sobe em abril; indicador preferido do Fed mostra desaceleração mensal
Publicado 28/05/2026 • 11:14 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/05/2026 • 11:14 | Atualizado há 2 semanas
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Bandeira dos Estados Unidos
A inflação continuou pressionando o bolso dos consumidores em abril, o que provavelmente manterá o Federal Reserve cauteloso até que a atual onda de alta de preços diminua, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira (28).
O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) avançou 0,4% em abril na comparação mensal com ajuste sazonal, colocando a inflação acumulada em 12 meses em 3,8%, informou o Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam altas de 0,5% no mês e 3,8% em termos anuais.
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Excluindo alimentos e energia, o núcleo da inflação — considerado o principal indicador pelo Fed — subiu 0,2% no mês e 3,3% em 12 meses, contra projeções de 0,3% e 3,3%, respectivamente.
Embora os números anuais tenham ficado em linha com as previsões, os dados mensais mais moderados podem trazer alguma esperança de que o salto nos preços observado anteriormente esteja começando a perder força.
O Federal Reserve acompanha uma ampla gama de indicadores econômicos, mas utiliza o índice PCE como principal ferramenta de projeção e formulação de política monetária. Autoridades do banco central consideram o núcleo do índice um termômetro mais confiável das tendências de inflação de longo prazo, já que ele exclui itens mais voláteis, como combustíveis e alimentos.
Leia também: Novo presidente do Fed deve endurecer combate à inflação e pressionar mercados globais
Em outras notícias econômicas divulgadas nesta quinta-feira, o crescimento do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre ficou abaixo do esperado. O PIB avançou apenas 1,6% em ritmo anualizado no período, segundo revisão do Departamento de Comércio, abaixo da estimativa inicial de 2%.
O órgão informou que a revisão para baixo ocorreu devido a cortes nas estimativas de consumo e investimentos. O consenso de mercado era de manutenção da projeção anterior de 2%.
Além disso, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego na semana encerrada em 23 de maio totalizaram 215 mil, com ajuste sazonal — alta de 5 mil em relação à semana anterior e ligeiramente acima da expectativa de 213 mil, segundo o Departamento do Trabalho.
Já as encomendas de bens duráveis, como aeronaves, eletrodomésticos e computadores, dispararam 7,9% em abril, muito acima da previsão de 3,5%. Excluindo o setor de transportes, porém, os novos pedidos subiram 1,1%.
Leia também: Diretor do Fed defende manutenção dos juros até haver mais clareza sobre inflação
Apesar do desempenho fraco do PIB no primeiro trimestre, o Departamento de Comércio informou que os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em abril, em linha com as expectativas. A renda, no entanto, ficou estável, frustrando a projeção de alta de 0,4%.
Além disso, boa parte do aumento do consumo parece ter sido financiada pela redução da taxa de poupança das famílias, que caiu para 2,6% — o menor nível desde junho de 2022.
Os futuros das bolsas americanas permaneceram em queda após os dados, embora tenham reduzido as perdas. Já os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA recuaram levemente, principalmente nos vencimentos mais longos.
No detalhamento da inflação, os preços de bens subiram 0,7% em abril, impulsionados novamente pela gasolina, que disparou 5,5%.
Os preços de serviços avançaram 0,3%, incluindo alta de 0,6% nas categorias de moradia e serviços públicos e aumento de 0,5% em alimentação fora de casa e hospedagem.
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Seguir no GoogleOs preços de moradia como um todo avançaram 0,5%, o maior ganho mensal desde pelo menos janeiro de 2025. Já os serviços excluindo alimentação, energia e moradia subiram apenas 0,2% no mês.
Leia também: Fed aponta alta da inflação nos EUA impulsionada por energia e petróleo
Os números podem trazer algum alívio ao mercado ao indicar que as pressões inflacionárias subjacentes estão perdendo intensidade, embora provavelmente não sejam suficientes para alterar as expectativas sobre os próximos passos do Fed.
Atualmente, operadores esperam que o banco central americano mantenha os juros inalterados pelo menos até o fim de 2026 e já precificam a possibilidade de que o próximo movimento da instituição seja uma alta de juros, possivelmente no início do próximo ano.
A inflação vinha se aproximando da meta de 2% perseguida pelo Fed, mas a guerra envolvendo o Irã e os impactos das tarifas comerciais acabaram atrapalhando o processo de desaceleração. Nos últimos meses, dirigentes do banco central passaram a dar maior peso aos riscos inflacionários, enquanto sinais apontam para uma estabilização do mercado de trabalho.
O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, indicou recentemente acreditar que a taxa básica de juros poderia ser reduzida, embora provavelmente enfrente resistência do restante do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).
Leia mais: Inflação nos Estados Unidos mostra sinais de desaceleração: o que esperar para 2025?
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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