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Irã condena ataque dos EUA a petroleiro em Ormuz e ameaça retaliar países da região
Publicado 03/06/2026 • 14:40 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/06/2026 • 14:40 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou nesta quarta-feira (03) ataques atribuídos aos Estados Unidos contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e uma torre de telecomunicações na ilha de Qeshm, afirmando que as ações violam o cessar-fogo em vigor e o direito internacional. Em comunicado, Teerã também responsabilizou Kuwait e Bahrein por supostamente terem permitido o uso de seus territórios para a operação.
Segundo a chancelaria iraniana, os ataques ocorreram nas primeiras horas do dia e representam uma “violação flagrante” da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força nas relações internacionais. O governo iraniano afirmou ainda que a ofensiva rompeu o entendimento de cessar-fogo firmado anteriormente entre as partes.
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O ministério acusou Washington de utilizar de forma “colonial” instalações e territórios de países da região para conduzir ações militares contra o Irã e destacou a responsabilidade direta e inequívoca dos governos do Kuwait e do Bahrein pelos acontecimentos.
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Siga o Times | CNBCTeerã advertiu que qualquer país que permita o uso de seu território, espaço aéreo, águas territoriais ou bases militares para apoiar operações contra o Irã poderá ser considerado participante de um ato de agressão, nos termos da Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU.
O governo iraniano reiterou que exercerá seu “direito inerente de defesa” para proteger sua soberania e integridade territorial e afirmou que utilizará “todos os meios disponíveis” para responder aos ataques. Segundo o comunicado, a resposta poderá incluir ações contra a “origem e a fonte” das operações militares.
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A chancelaria acrescentou que a responsabilidade por eventuais consequências da escalada recairá sobre os “agressores americano-sionistas” e sobre os países que, segundo o Irã, contribuírem para ações militares contra a República Islâmica ao disponibilizar território ou infraestrutura para esse fim.
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