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Irã diz que ataques dos EUA tornaram “inúteis” esforços diplomáticos dos últimos meses

Publicado 12/07/2026 • 19:33 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os Estados Unidos atacaram sistemas de mísseis, defesas aéreas e embarcações da Guarda Revolucionária.
  • Washington afirmou que a ofensiva respondeu a um ataque iraniano contra um navio comercial.
  • Irã e EUA divergem sobre a situação do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de petróleo.
Trump

Trump afirmou que os EUA irão “responder”, após acusar o Irã de derrubar um helicóptero Apache que fazia patrulha sobre o Estreito de Ormuz.

O Irã condenou neste domingo (12) a nova rodada de ataques dos Estados Unidos contra o território do país e afirmou que a ofensiva “tornou inúteis” os esforços diplomáticos realizados nos últimos meses.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano também responsabilizou Washington pelo aumento da insegurança no Estreito de Ormuz e pelos impactos sobre o transporte marítimo internacional.

“O regime dos EUA também provocou o retorno da insegurança ao Estreito de Ormuz e a interrupção do transporte marítimo comercial internacional ao interferir abertamente no processo de implementação, pelo Irã, das medidas necessárias no Estreito de Ormuz”, afirmou a pasta.

A manifestação ocorreu após as forças americanas realizarem novos ataques contra sistemas de mísseis, estruturas de defesa aérea e embarcações rápidas da Guarda Revolucionária do Irã em diferentes pontos próximos ao estreito.

Leia também: Omã faz protesto formal ao Irã após ataque e cobra respeito à soberania

EUA retomaram ataques neste domingo

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que a ofensiva foi determinada pelo presidente Donald Trump para reduzir a capacidade iraniana de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais que circulam pela região.

Segundo Washington, a operação foi uma resposta ao ataque da Guarda Revolucionária contra um navio de contêineres de bandeira cipriota no Estreito de Ormuz. A embarcação sofreu um incêndio e danos graves na casa de máquinas, enquanto um tripulante permanecia desaparecido.

Os Estados Unidos atingiram mais de 140 alvos iranianos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, sistemas de defesa e embarcações militares. Washington afirma que as operações buscam limitar a capacidade do Irã de ameaçar o transporte comercial.

O Irã reagiu com ataques de mísseis e drones contra países da região que abrigam forças americanas ou estão próximos ao estreito. Foram registrados ataques ou alertas em países como Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã.

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Países divergem sobre situação de Ormuz

Teerã voltou a declarar o Estreito de Ormuz fechado, enquanto os Estados Unidos sustentam que a rota permanece aberta ao tráfego comercial.

Trump afirmou neste domingo que embarcações comerciais continuam transitando pela região, embora o movimento tenha diminuído diante da troca de ataques e dos riscos à navegação.

Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo passava pelo Estreito de Ormuz. A escalada aumenta o risco de interrupções no fornecimento de energia e de novas pressões sobre os preços internacionais.

Leia também: EUA lançam nova rodada de ataques contra o Irã

Escalada ameaça negociações

A nova ofensiva ocorre depois de Trump afirmar que o cessar-fogo entre os dois países havia terminado, embora tenha mantido aberta a possibilidade de continuidade das negociações.

No sábado (11), os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã discutiram medidas para garantir a passagem segura de embarcações. Catar, Paquistão e Omã também atuam como mediadores entre Washington e Teerã.

O Irã, porém, negou ter solicitado novas negociações. O governo iraniano afirmou que apenas aceitou receber mediadores do Catar e advertiu que responderá de forma recíproca a eventuais violações dos compromissos por parte dos Estados Unidos.

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