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Morte de senador Lindsey Graham deve mexer na agenda política em Washington
Publicado 12/07/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/07/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A morte do senador Lindsey Graham deve embaralhar diversos esforços políticos em Washington, já que o Congresso perde um de seus principais interlocutores da Casa Branca e articuladores de coalizões.
Graham, republicano da Carolina do Sul, que morreu aos 71 anos, era uma das figuras mais influentes do Senado. Sua relação próxima com o presidente Donald Trump ajudou a Câmara Alta a negociar diversos acordos e garantir apoio a aliados, como a Ucrânia. Como presidente da Comissão de Orçamento do Senado, Graham foi peça-chave na aprovação da principal lei de reconciliação tributária e de gastos de Trump, conhecida como “one big, beautiful bill“.
Ele também integrava as comissões de Apropriações, Judiciário e Meio Ambiente e Obras Públicas, sendo conhecido por trabalhar com parlamentares dos dois partidos em temas de política pública.
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A morte de Graham ocorre enquanto o Senado tenta avançar com várias prioridades de Trump antes das difíceis eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro, e sua ausência deve dificultar esses esforços. Entre os temas pendentes estão a SAVE America Act, projeto de lei defendido por Trump para exigir identificação do eleitor; um terceiro pacote de reconciliação voltado ao custo de vida e ao reforço das Forças Armadas; e a confirmação de Todd Blanche para o cargo de procurador-geral.
Graham era um defensor firme da SAVE America Act, projeto de lei defendido por Trump que prevê a exigência de documento de identificação e comprovação de cidadania para votar, além de outras prioridades da Casa Branca. O presidente concentrou grande parte de seus esforços na aprovação da proposta, apesar das dificuldades para transformá-la em lei.
Em entrevista por telefone ao programa “Meet the Press”, da NBC, neste domingo (12), Trump lamentou que a aprovação da SAVE America Act ficará mais difícil sem o apoio de Graham.
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“Este é um grande golpe para a SAVE America Act, posso dizer isso. Ele estava promovendo a SAVE America Act como ninguém“, afirmou Trump.
Mesmo antes da morte de Graham, a proposta enfrentava grandes dificuldades para ser aprovada, já que estava distante dos 60 votos necessários para superar a obstrução legislativa (filibuster) no Senado, diante da forte oposição dos democratas.
Trump também afirmou que falou com Graham na noite de sábado (11) sobre o projeto.
“Ele ligou e disse que estava tudo pronto para a SAVE America Act. Ele literalmente me ligou para falar da SAVE America Act“, afirmou.
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Graham também teria papel central em qualquer novo pacote de reconciliação que os republicanos pretendam aprovar até o fim deste ano. A Comissão de Orçamento conduz esse tipo de projeto, que precisa tratar de questões orçamentárias e obedecer à chamada Regra Byrd, mecanismo do Senado que permite contornar a exigência de 60 votos para superar o filibuster.
O Congresso já aprovou dois projetos de reconciliação neste ano, incluindo a “one big, beautiful bill” e um projeto para financiar agências de fiscalização da imigração, após agentes federais dessas instituições matarem dois cidadãos americanos no início deste ano.
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Siga o Times | CNBCUm terceiro pacote, ainda em elaboração, deverá incluir gastos militares para recompor estoques reduzidos pela guerra com o Irã, medidas relacionadas ao custo de vida e iniciativas de combate a fraudes.
A morte de Graham interrompe o planejamento desse projeto e deixa a Comissão de Orçamento sem presidente.
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O indicado de Trump para o cargo de procurador-geral, Todd Blanche, agora enfrenta um novo obstáculo para conseguir a confirmação pelo Senado.
Graham integrava a Comissão Judiciária e era o próximo na linha de sucessão para assumir sua presidência quando terminar o mandato do atual presidente, Chuck Grassley, republicano de Iowa. A comissão é composta por 12 republicanos e 10 democratas, de modo que qualquer deserção republicana, somada ao voto contrário de todos os democratas, resultaria em empate. Com a morte de Graham, a composição passa para 11 republicanos e 10 democratas.
O senador Thom Tillis, republicano da Carolina do Norte, que deixará o Senado ao fim do mandato e também integra a comissão, ainda não decidiu como votará a indicação de Blanche, embora tenha afirmado ter uma predisposição favorável ao nome e já tenha se reunido com o ex-advogado pessoal de Trump. Caso Tillis vote contra, juntamente com todos os democratas, a indicação será rejeitada por 11 votos a 10.
Graham foi um dos mais firmes defensores da Ucrânia desde o início da invasão promovida pela Rússia, em 2021. Ele teve papel importante na aprovação de recursos pelo Congresso e na articulação para que Trump apoiasse a assistência ao país.
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O senador havia retornado da Ucrânia pouco antes de sua morte.
Trump assumiu o governo prometendo encerrar a guerra na Ucrânia e adotou inicialmente uma postura mais crítica ao país do que seu antecessor, o ex-presidente Joe Biden. Nos primeiros dias de seu segundo mandato, recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy e o criticou publicamente. Trump também ameaçou interromper a ajuda à Ucrânia em diversas ocasiões.
Após intensa articulação de Graham, no entanto, o presidente passou a apoiar o envio de assistência ao país. Recentemente, Trump afirmou que a Ucrânia receberá licença para produzir interceptadores do sistema de defesa aérea Patriot, equipamento de longo alcance reivindicado há anos por Kiev.
Na sexta-feira (10), Graham anunciou que ele e outros senadores haviam fechado um acordo com a Casa Branca para avançar com um pacote atualizado de sanções contra a Rússia.
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“À medida que a Rússia intensifica o massacre de civis, é fundamental que os Poderes Legislativo e Executivo trabalhem juntos para criar instrumentos capazes de impor um alto custo aos que compram petróleo e gás natural russos, financiando a máquina de guerra de Putin“, afirmaram os senadores.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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