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Netanyahu acusa partidos árabes de fraude em eleições israelenses ainda indefinidas
Publicado 28/10/2026 • 19:36 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 28/10/2026 • 19:36 | Atualizado há 18 minutos
KEY POINTS
Sem um resultado definitivo nas eleições que determinarão o próximo líder de Israel, o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de cometerem fraudes durante o processo eleitoral. Segundo ele, as supostas irregularidades envolveriam “crimes penais graves de suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de softwares proibidos para mobilização de eleitores”.
Em uma publicação na rede social X, Netanyahu afirmou que seu partido está encaminhando às autoridades policiais, à Shin Bet, agência de segurança interna israelense, e aos órgãos eleitorais provas dos crimes que atribui aos partidos árabes. Até o momento, porém, as evidências mencionadas pelo primeiro-ministro não foram divulgadas na publicação.
“Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades devem agir com mão de ferro e de forma imediata”, declarou Netanyahu.
De acordo com informações divulgadas pelo canal israelense N12, com quase 90% dos votos apurados, o bloco liderado por Netanyahu havia conquistado 53 cadeiras no Parlamento. A oposição, comandada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, contava com 48 assentos, enquanto os partidos árabes somavam 19.
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Siga o Times | CNBCLeia mais: Presidente de Israel tenta evitar nova eleição após impasse entre Netanyahu e oposição
Para garantir a maioria parlamentar, são necessárias pelo menos 61 das cadeiras. Com a distribuição ainda indefinida, as negociações entre os diferentes grupos políticos podem ser decisivas para determinar a formação do próximo governo israelense.
Eisenkot teria demonstrado abertura para uma possível coalizão com partidos árabes, desde que determinadas condições fossem atendidas. Essa alternativa poderia ameaçar a permanência de Netanyahu no cargo, dependendo dos acordos firmados entre as forças políticas.
Outra possibilidade discutida no cenário político é a formação de um governo de unidade nacional, que reuniria Netanyahu e Eisenkot. A proposta também aparece como uma alternativa diante da dificuldade de qualquer um dos blocos de alcançar sozinho a maioria necessária no Parlamento.
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