Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Japão avalia acordo com Mercosul para diversificar cadeias de suprimentos
Publicado 28/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 12 horas
EXCLUSIVO CNBC: os clubes de futebol mais valiosos do mundo em 2026
Waymo abre acesso a novos robotáxis Ojai para usuários selecionados enquanto busca reduzir custos de expansão
Ações da Gap despencam 13% após varejista reduzir projeção de vendas com desempenho fraco da Old Navy
Anthropic supera a OpenAI como a startup de IA mais valiosa
CVS recua, volta a cobrir Zepbound e amplia disputa entre Eli Lilly e Novo Nordisk
Publicado 28/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 12 horas
KEY POINTS
O interesse de Tóquio em firmar um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano visa reduzir a dependência de cadeias de suprimentos concentradas e garantir recursos essenciais.
Márcio Sette Fortes, economista e ex-diretor do Brasil no BID, destacou que o movimento reflete uma busca por diversificação diante de riscos geopolíticos globais que afetam o abastecimento do país asiático.
“O Japão vem pensando exatamente sobre isso. Cerca de 90% do petróleo que o Japão importa vem daquela região do Oriente Médio, que enfrenta conflitos, e o país precisa se reposicionar. O Mercosul aparece aí como um fornecedor que parece ao Japão, nesse momento, extremamente estratégico e confiável no sentido de se acessar commodities e produtos energéticos”, explicou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O economista ressaltou ainda que potências vizinhas já se anteciparam na consolidação de parcerias de grande porte com a região nos últimos meses. Fortes apontou que a preocupação estratégica com a aproximação, especialmente no caso do Brasil e do Mercosul, está relacionada à segurança energética global.
Leia mais:
Argentina e Uruguai zeram cotas agrícolas do acordo Mercosul-UE e geram impasse com o Brasil
Acordo Mercosul-UE em vigor: veja o que muda a partir de agora
Mercosul avança: acordo de facilitação do comércio é promulgado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai
A Índia, por exemplo, já avançou significativamente, e o Brasil se tornou o quarto maior fornecedor de petróleo para o país em abril, enquanto as exportações para a China cresceram cerca de 95% no primeiro trimestre.
Ele também ponderou que a entrada de capital japonês em bens de maior valor agregado depende de reformas estruturais internas nos países do bloco. Alertou que essa é realmente uma grande oportunidade para o bloco no sentido de atrair investimentos estrangeiros diretos japoneses para o Brasil.
No entanto, ele declarou que é necessário considerar que, para receber esses investimentos, o país precisa melhorar certos fundamentos de atratividade, de modo que esse capital possa efetivamente ser direcionado para cá.
“Esperamos que o encontro entre a primeira-ministra japonesa e o presidente Lula na reunião do G7 em junho possa ser bastante profíqua no sentido de acelerarmos esses entendimentos. O objetivo é não só a ampliação de comércio entre Japão e Mercosul, mas também a atração de investimentos estrangeiros japoneses que geram postos de trabalho e arrecadação”, concluiu.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Sob pressão, Inter vê remuneração de executivos virar alvo de investidores
2
Quanto Santos, Flamengo, Palmeiras e Corinthians podem faturar com a Copa do Mundo 2026?
3
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
4
Grupo Carrinho quer Brasil como parceiro estratégico para transformar África em celeiro agrícola global
5
Raízen divide operações de energia e combustíveis em plano de recuperação extrajudicial