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Japão avalia acordo com Mercosul para diversificar cadeias de suprimentos
Publicado 28/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 28/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O interesse de Tóquio em firmar um acordo de livre comércio com o bloco sul-americano visa reduzir a dependência de cadeias de suprimentos concentradas e garantir recursos essenciais.
Márcio Sette Fortes, economista e ex-diretor do Brasil no BID, destacou que o movimento reflete uma busca por diversificação diante de riscos geopolíticos globais que afetam o abastecimento do país asiático.
“O Japão vem pensando exatamente sobre isso. Cerca de 90% do petróleo que o Japão importa vem daquela região do Oriente Médio, que enfrenta conflitos, e o país precisa se reposicionar. O Mercosul aparece aí como um fornecedor que parece ao Japão, nesse momento, extremamente estratégico e confiável no sentido de se acessar commodities e produtos energéticos”, explicou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O economista ressaltou ainda que potências vizinhas já se anteciparam na consolidação de parcerias de grande porte com a região nos últimos meses. Fortes apontou que a preocupação estratégica com a aproximação, especialmente no caso do Brasil e do Mercosul, está relacionada à segurança energética global.
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Siga o Times | CNBCA Índia, por exemplo, já avançou significativamente, e o Brasil se tornou o quarto maior fornecedor de petróleo para o país em abril, enquanto as exportações para a China cresceram cerca de 95% no primeiro trimestre.
Ele também ponderou que a entrada de capital japonês em bens de maior valor agregado depende de reformas estruturais internas nos países do bloco. Alertou que essa é realmente uma grande oportunidade para o bloco no sentido de atrair investimentos estrangeiros diretos japoneses para o Brasil.
No entanto, ele declarou que é necessário considerar que, para receber esses investimentos, o país precisa melhorar certos fundamentos de atratividade, de modo que esse capital possa efetivamente ser direcionado para cá.
“Esperamos que o encontro entre a primeira-ministra japonesa e o presidente Lula na reunião do G7 em junho possa ser bastante profíqua no sentido de acelerarmos esses entendimentos. O objetivo é não só a ampliação de comércio entre Japão e Mercosul, mas também a atração de investimentos estrangeiros japoneses que geram postos de trabalho e arrecadação”, concluiu.
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