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Líder da oposição, Lee Jae Myung lidera as pesquisas enquanto Coreia do Sul vota para escolher novo presidente
Publicado 02/06/2025 • 11:39 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 02/06/2025 • 11:39 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Lee Jae-myung, candidato presidencial do Partido Democrata, gesticula durante um evento de campanha eleitoral em Suwon, província de Gyeonggi, em 26 de maio de 2025.
PEDRO PARDO/AFP
O líder do partido de oposição da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, é apontado como favorito para vencer a eleição presidencial, segundo pesquisa do instituto Gallup citada pela agência Yonhap.
Uma vitória eleitoral do candidato do Partido Democrata o colocaria no caminho para se tornar o próximo presidente do país, após a destituição de Yoon Suk-yeol, e definiria os rumos das negociações comerciais da Coreia do Sul com os Estados Unidos, além de influenciar as políticas em relação à China e à Coreia do Norte.
Yoon foi afastado do cargo após declarar, de forma breve, estado de emergência em dezembro do ano passado. Em abril, foi oficialmente destituído pela Corte Constitucional do país, o que levou à convocação de eleições presidenciais antecipadas.
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Lee, que perdeu para Yoon por uma margem muito estreita na eleição de 2022, agora lidera amplamente as pesquisas de opinião. A pesquisa da Gallup mostrou que 49% dos entrevistados são favoráveis à eleição do candidato liberal.
Em comparação, seu principal adversário, Kim Moon Soo, do conservador Partido do Poder Popular — mesmo partido do ex-presidente Yoon — aparece com 35% das intenções de voto.
A elegibilidade de Lee chegou a ser questionada após ele ser acusado de violar leis eleitorais, mas o Tribunal Superior da Coreia do Sul adiou a decisão final sobre o caso para depois das eleições.
Essa perspectiva é compartilhada por instituições como a Eurasia Group, que afirmou, em um relatório de 27 de maio, que Lee é o “claro favorito” na disputa, atribuindo 80% de chance de vitória ao candidato.
A Eurasia avalia que, embora Lee tenha adotado um tom mais centrista na tentativa de atrair eleitores independentes e moderados, ele deve adotar uma agenda mais voltada à esquerda, caso seja eleito.
“Pontos-chave a observar incluem o tamanho de um segundo orçamento suplementar e a abordagem de Lee nas negociações tarifárias com os EUA”, acrescentou a consultoria.
A Eurasia prevê que, se eleito, Lee enfrentará o duplo desafio de reaquecer a economia sul-coreana e concluir um acordo “em pacote” com os Estados Unidos até julho.
“No entanto, ele já sinalizou que pretende avançar com mais cautela nas negociações com Washington e deve buscar uma comparação do acordo da Coreia com os termos negociados por outros países, como o Japão, antes de finalizar um acerto”, observou a consultoria.
Lee declarou em 25 de maio que o prazo para as negociações tarifárias com os EUA deveria ser prorrogado. Seul e Washington haviam acordado em elaborar um pacote de acordos sobre tarifas até 8 de julho.
Separadamente, o Goldman Sachs destacou, em nota também de 27 de maio, que tanto Kim, do PPP, quanto Lee, do Partido Democrata, compartilham objetivos semelhantes, como o crescimento econômico, estabilidade dos mercados financeiros e a melhora na acessibilidade à moradia.
No entanto, o banco apontou diferenças importantes nas propostas de política econômica dos dois candidatos sobre como promover o crescimento.
“Lee defende o apoio fiscal a indústrias estratégicas, enquanto Kim prefere revitalizar o empreendedorismo privado por meio da desregulamentação e de cortes de impostos. Lee busca fortalecer os mercados de ações por meio de reformas de governança, enquanto Kim pretende fazer isso principalmente por meio de incentivos fiscais.”
Na avaliação do Goldman, a política fiscal sob Lee — com maior uso dos gastos públicos e da arrecadação de impostos para influenciar a economia — tende a ser mais expansionista do que sob Kim. Já a política monetária, conduzida pelo Banco da Coreia, deverá compensar parcialmente essa diferença.
O banco central havia cortado os juros na semana passada para o menor patamar desde agosto de 2022, afirmando esperar uma desaceleração significativa do crescimento econômico.
Independentemente do resultado da eleição, o Goldman Sachs projeta que o won sul-coreano deverá se valorizar frente ao dólar americano “diante da redução das incertezas políticas com a formação de um novo governo e da fraqueza generalizada do dólar frente às moedas asiáticas”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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