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Por André Amadeus
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Publicado 07/06/2026 • 16:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Instagram
Lululemon enfrenta queda de vendas e sinaliza mudança no ciclo do varejo esportivo
A Lululemon revisou para baixo suas projeções para o ano fiscal de 2026 após um desempenho abaixo do esperado, principalmente na América do Norte. O movimento reforça uma leitura mais ampla de desaceleração no varejo esportivo, após um ciclo de forte expansão nos últimos anos.
A CEO interina, Meghan Frank, afirmou que a queda de desempenho está relacionada a críticas à marca nas redes sociais e na mídia, além de lançamentos de produtos que não tiveram a adesão esperada.
A executiva também citou o impacto de controvérsias envolvendo o fundador Chip Wilson, embora esses efeitos já tenham perdido força.
Leia também: Lululemon reduz previsão anual e divulga projeção fraca para o segundo trimestre
O principal ponto de pressão segue sendo a América do Norte, onde as vendas comparáveis caíram 5%, marcando o quinto trimestre consecutivo de retração. Em contrapartida, as operações internacionais continuam sustentando o crescimento, com alta de 22% nas vendas fora da região, especialmente na China.
Esse contraste evidencia uma mudança no equilíbrio geográfico da receita da companhia, com o crescimento global compensando parcialmente a fraqueza do mercado doméstico.
A empresa agora estima receita entre US$ 11 bilhões e US$ 11,15 bilhões em 2026, abaixo da projeção anterior de até US$ 11,5 bilhões. O lucro por ação também foi reduzido para uma faixa entre US$ 10,95 e US$ 11,15.
Para o trimestre atual, a Lululemon prevê vendas entre US$ 2,45 bilhões e US$ 2,48 bilhões, abaixo das expectativas do mercado, além de lucro por ação de até US$ 1,81.
No primeiro trimestre, a receita cresceu 4%, para US$ 2,47 bilhões, mas o lucro líquido caiu para US$ 195 milhões, frente aos US$ 314,6 milhões do ano anterior. Após o balanço, as ações recuaram cerca de 11% no pós-mercado e acumulam queda próxima de 40% no ano.
Leia também: Lululemon nomeia Heidi O’Neill, ex-Nike, como nova CEO
O cenário da Lululemon mostra um setor mais sensível à demanda e à concorrência, especialmente na América do Norte. Ao mesmo tempo, o crescimento internacional ainda sustenta parte dos resultados, mas não é suficiente para compensar a perda de ritmo no mercado principal.
A chegada de Heidi O’Neill, ex-Nike, ao cargo de CEO da Lululemon em setembro, é vista como parte da estratégia para tentar reverter a desaceleração e reposicionar a marca em um ciclo mais desafiador do varejo esportivo.
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