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Maduro comparece pela primeira vez em um tribunal dos EUA nesta segunda (5)
Publicado 05/01/2026 • 07:25 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 05/01/2026 • 07:25 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comparecerá pela primeira vez a um tribunal federal dos Estados Unidos nesta segunda-feira (5), após ser capturado por forças americanas. A audiência está marcada para as 14h, no horário de Brasília, em Nova York.
O caso será conduzido pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, magistrado experiente da Corte Distrital do Distrito Sul de Nova York.
A sessão desta segunda-feira é considerada inicial e deve tratar de procedimentos formais do processo criminal movido contra Maduro. O juiz Alvin Hellerstein já atuou em casos de grande repercussão envolvendo crimes federais e segurança nacional.
A audiência ocorre dois dias após a captura do líder venezuelano em uma operação conduzida pelos Estados Unidos.
Leia também:
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou no sábado (3) uma nova acusação contra Maduro, vinculada a um processo criminal aberto há cerca de 15 anos.
Maduro e Cilia e outros quatro homens são acusados pelo Departamento de Justiça dos crimes de tráfico de cocaína e narcoterrorismo. Entre os acusados está um filho de Maduro, cujo paradeiro é desconhecido. As acusações foram baseadas em uma investigação da Administração de Combate às Drogas dos EUA (DEA).
Analistas jurídicos avaliam que a defesa de Maduro deve argumentar que ele não poderia ser processado por atos cometidos enquanto chefe de Estado de um país estrangeiro.
Especialistas também destacam que o caso não tem precedentes diretos recentes no sistema judicial americano, o que pode influenciar o ritmo e o formato do processo.
Até o julgamento, o ditador destituído ficará no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn (MDC na sigla em inglês), uma instalação gigantesca que, durante décadas, abrigou alguns dos criminosos mais notórios dos EUA enquanto aguardavam julgamento. O local também é conhecido pelas péssimas condições de funcionamento e por abrigar outros presos famosos.
De acordo com o MDC, a unidade abriga 1.336 detentos. Embora alguns enfrentem acusações graves, como tráfico internacional de drogas ou terrorismo, a grande maioria responde por crimes menores.
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