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Mais de 58 mil edifícios foram danificados ou destruídos pelos terremotos na Venezuela

Publicado 30/06/2026 • 08:02 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • 58 mil edifícios foram danificados ou destruídos pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela, segundo avaliação preliminar divulgada pela Nasa.
  • 1.700 pessoas morreram e dezenas de milhares seguem desaparecidas após os tremores de 7,2 e 7,5 graus de magnitude.
  • Tremores da semana passada foram os mais fortes no país sul-americano nos últimos 100 anos.
Venezuela

AFP

Mais de 58 mil edifícios foram danificados ou destruídos pelos terremotos que atingiram o norte da Venezuela, segundo uma avaliação preliminar de dados de satélite publicada pela Agência Espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

De acordo com informações oficiais, pelo menos 1.719 pessoas morreram, 5.034 estão feridas e 15.866 desabrigadas. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil estão desaparecidas após dois fortes tremores consecutivos, de 7,2 e 7,5 graus de magnitude.

Os tremores registrados na semana passada foram os mais fortes no país sul-americano em mais de um século.

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“É provável que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido danificados ou destruídos em toda a região afetada”, afirmam na avaliação os pesquisadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual de Oregon.

Os cientistas analisaram imagens de radar de alta resolução do satélite Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), registradas em 25 de junho, um dia após os terremotos.

“Esta é uma avaliação preliminar e rápida. Reflete uma mudança abrupta na superfície, consistente com danos”, escreveram os pesquisadores. O número deve ser interpretado apenas como um indicador, uma vez que não foi verificado em campo.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou na segunda que 855 infraestruturas apresentaram danos, das quais 189 sofreram “desabamento total”.

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A Nasa afirmou que seus satélites estavam “prestando apoio fundamental, captando imagens e dados para ajudar as equipes em campo a avaliar os impactos e orientar os esforços de resposta”.

A Marinha dos Estados Unidos colocaram novamente em operação, na segunda-feira (29), o porto de La Guaira, a área mais devastada pelos dois terremotos, para acelerar a chegada de ajuda à medida que a Venezuela se despede de seus mortos.

Edifícios transformados em montanhas de escombros são alvos de operações das equipes de resgate e voluntários na esperança de encontrar sobreviventes, uma possibilidade remota cinco dias após a tragédia.

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O governo local militarizou La Guaira e impôs a exigência de uma autorização para acessar a área do desastre.

A população demostra insatisfação com as limitações do governo em oferecer ajuda. Além do terremoto ocorrido na última semana, a Venezuela vive mergulhada em uma profunda crise há anos, que levou milhões de pessoas a deixar o país em busca de melhores condições de vida.

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Um total de 27 países mobilizou cerca de 40 equipes de busca e resgate. São mais de 2 mil agentes e profissionais, juntamente com mais de 160 cães, segundo Gianluca Rampolla, coordenador das Nações Unidas na Venezuela.

A ONU, de acordo com Rampolla, fornecerá 10 mil bolsas para cadáveres, embora espere que o número final seja inferior.

A janela crítica de 72 horas para encontrar sobreviventes, no entanto, encerrou-se no sábado, às 18h04, mas ainda há esperança por alguns milagres.

A ONU também estima quase sete milhões de pessoas afetadas e danos materiais de US$ 6,7 bilhões, o equivalente a 6% do PIB do país petroleiro.

Em La Guaira, “a escassez de alimentos está disseminada, os serviços básicos entraram em colapso”, afirmou nesta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

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“As tensões entre as comunidades estão aumentando, já que o acesso à ajuda continua limitado”, acrescentou.

Os dois fornos crematórios do único cemitério público de Caracas trabalham em plena capacidade. Dezenas de pessoas aguardam sua vez para sepultar seus entes queridos. Entre sexta-feira e sábado, foram realizados de 60 a 70 sepultamentos por dia.

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