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Ninguém está falando em cortes dramáticos de juros, diz economista-chefe do BCE
Publicado 27/05/2025 • 18:23 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 27/05/2025 • 18:23 | Atualizado há 1 ano
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Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt.
Unsplash
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou que a instituição não considera cortes acentuados nos juros neste momento, apesar da queda consistente da inflação na zona do euro desde o pico observado em 2022.
“Ninguém está falando em cortes dramáticos de juros. Estamos em uma zona de política monetária normal”, disse Lane, em entrevista ao Frankfurter Allgemeine Zeitung, concedida no dia 20 de maio e publicada nesta terça-feira (27) no site do BCE.
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Lane reconheceu que o BCE conseguiu evitar que a inflação de dois dígitos se arraigasse, mas ponderou que o processo de desinflação ainda não está concluído. “A inflação nos serviços ainda está alta, mas esperamos que recue nos próximos meses, com a desaceleração dos salários.”
Segundo o economista, o BCE está atento aos riscos advindos das tensões comerciais globais, como os impactos das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. “Fatores como o câmbio, os preços da energia e a realocação das exportações chinesas podem puxar a inflação para baixo”, mas isso pode mudar se as negociações entre EUA e União Europeia (UE) fracassarem, alertou.
Sobre a política de juros, Lane afirmou que o BCE busca um “caminho do meio”: “Se mantivermos os juros altos por muito tempo, a pressão desinflacionária pode nos levar abaixo da meta. Se cortarmos demais, a economia em recuperação pode reacelerar a inflação.”
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Siga o Times | CNBCEmbora evite cravar o nível neutro dos juros, ele indicou que o BCE está no intervalo intermediário, que exige calibração cíclica: “Estamos navegando nessa zona neste momento. Esse é o foco das discussões no BCE.” Lane também avaliou que as ondas de inflação como as recentes são raras, mas que choques externos podem tornar a política monetária mais ativa no futuro.
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