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Novas sanções dos EUA podem aumentar a pressão sobre o Irã
Publicado 24/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Novas sanções dos EUA podem aumentar a pressão sobre o Irã
Os EUA ampliaram a pressão econômica sobre o Irã e ameaçaram aplicar sanções a países e empresas que mantiverem relações comerciais com Teerã. A estratégia também busca atingir os parceiros econômicos do país.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington pretende interromper os vínculos financeiros e comerciais restantes do Irã. Segundo ele, os Estados Unidos usarão seu poder econômico contra quem não atender à exigência americana, de acordo com o The Guardian.
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O cenário econômico iraniano também mudou. As exportações de petróleo para a Ásia praticamente pararam devido ao bloqueio naval americano aos portos do país.
O governador do Banco Central do Irã, Abdolnaser Hemmati, afirmou na semana passada que as exportações de petróleo bruto haviam “praticamente parado”. A interrupção reduz a entrada de divisas e aumenta a pressão sobre a economia iraniana.
A moeda iraniana também perdeu valor. O rial chegou a 1,992 milhão por dólar no mercado paralelo na segunda-feira, uma queda de 4,5% desde que Donald Trump anunciou, na semana anterior, uma “operação econômica devastadora” contra Teerã.
A Casa Branca avalia que a combinação entre hiperinflação, falta de divisas e queda das exportações pode levar novamente a economia iraniana à beira do colapso. Trump afirmou nas redes sociais que o Irã estaria “colapsando completamente”.
Apesar disso, o país enfrenta algum tipo de campanha de pressão econômica dos Estados Unidos há mais de duas décadas e conseguiu sobreviver às medidas anteriores.
A estratégia de Washington enfrenta resistência de grandes parceiros do Irã. A China, principal importadora do petróleo iraniano há décadas, já rejeitou ameaças americanas contra empresas envolvidas nesse comércio.
Em maio, Washington ameaçou sancionar refinarias chinesas e os bancos que financiassem essas operações. Pequim, entretanto, orientou empresas chinesas a ignorarem os alertas americanos sobre as importações de petróleo iraniano e classificou as ameaças como ilegítimas.
Além disso, os Estados Unidos sancionaram a Hengli Petrochemical (Dalian) Refinery Co. em abril. Depois, porém, Washington recuou em grande parte diante do risco de ampliar a disputa comercial e tarifária com a China. Agora, o Ministério das Relações Exteriores chinês voltou a rejeitar sanções unilaterais sem respaldo no direito internacional.
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Siga o Times | CNBCTeerã, por sua vez, ameaça responder caso outros países participem da campanha americana. Mohsen Rezaei, chefe de segurança do Irã, afirmou que o país poderia promover uma retaliação “semelhante a um terremoto” e advertiu os governos do Golfo Pérsico contra a adesão às medidas dos Estados Unidos.
Segundo ele, o Irã poderia impedir a saída de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Estreito de Ormuz, além de atingir outras rotas de exportação da região.
A ameaça ocorre enquanto a navegação pelo Estreito de Ormuz permanece severamente interrompida, aumentando a pressão sobre os mercados globais de energia.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, classificou as novas medidas como um sinal de desespero dos Estados Unidos e afirmou que a estratégia não será suficiente para derrotar Teerã.
O alcance da estratégia americana dependerá, portanto, da disposição de países como China, Rússia e Índia em manter relações comerciais com o Irã diante do risco de represálias de Washington.
Até agora, China e Rússia não demonstraram interesse em ceder à pressão americana. Por isso, o resultado da ofensiva dependerá também da capacidade dos Estados Unidos de convencer esses governos de que continuar negociando com Teerã poderá trazer custos econômicos significativos.
Leia também: Preços do petróleo recuam com novas sanções dos EUA ao Irã
Enquanto isso, petróleo e Estreito de Ormuz permanecem no centro da disputa. Na segunda-feira, o chefe do Exército do Paquistão, marechal de campo Syed Asim Munir, viajou a Teerã para explorar a possibilidade de retomar negociações sobre um memorando relacionado à navegação pelo estreito.
O memorando foi assinado em junho, mas não chegou a ser implementado, em parte por uma disputa sobre a possibilidade de o acordo conceder ao Irã controle provisório da navegação no Estreito de Ormuz.
Assim, as novas sanções dos EUA podem aumentar a pressão sobre a economia iraniana, mas seu alcance dependerá principalmente da adesão de outros países à estratégia americana e da reação de Teerã às medidas.
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