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‘O Brasil nos taxa muito, vamos taxar de volta”, diz Trump sobre tarifas comerciais
Publicado 16/12/2024 • 21:27 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 16/12/2024 • 21:27 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Donald Trump.
Foto: Shealah Craighead.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16) que pretende adotar tarifas sobre produtos brasileiros como medida de reciprocidade.
Em coletiva de imprensa realizada em sua residência na Flórida, Trump destacou que o Brasil cobra tarifas elevadas sobre produtos americanos e que sua administração aplicará o mesmo tratamento: “Se eles querem nos cobrar, tudo bem, mas vamos cobrar a mesma coisa.”
A declaração sinaliza uma possível mudança na política comercial entre os dois países e marca a primeira menção direta ao Brasil nos planos de taxação do novo governo. Até então, as declarações de Trump haviam focado em seus principais parceiros comerciais, como China, México e Canadá.
Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Nos primeiros seis meses de 2024, as exportações brasileiras para o mercado americano somaram US$ 19,2 bilhões, um aumento de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre os principais produtos exportados estão aeronaves, aço, máquinas industriais, café em grão e suco de laranja.
Trump pretende implementar uma tarifa universal de 10% sobre importações e aplicar uma alíquota específica de 60% sobre produtos chineses. Além disso, sinalizou possíveis taxas adicionais de 25% sobre mercadorias mexicanas e canadenses, como parte de uma estratégia para fortalecer a indústria americana e conter o fluxo de imigração e tráfico de opioides.
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Siga o Times | CNBCO anúncio reacende preocupações sobre possíveis impactos na balança comercial brasileira e na competitividade de produtos exportados para os Estados Unidos. O Brasil já aplica tarifas de importação que podem chegar a 60% sobre produtos americanos, além de tributos adicionais, como IPI, PIS/Cofins e ICMS, dependendo do item comercializado.
A declaração também reacende memórias de 2019, quando Trump ameaçou aumentar tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiros, mas recuou da decisão após negociações.
Além das questões comerciais, Trump comentou sobre conflitos globais, afirmando que a Turquia assumirá protagonismo na Síria e que a Ucrânia precisará estar preparada para negociar um acordo com a Rússia a fim de encerrar a guerra.
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