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O que esperar da próxima rodada de negociações entre EUA e Irã enquanto Trump ameaça Teerã
Publicado 25/02/2026 • 10:46 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 25/02/2026 • 10:46 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Os Estados Unidos e o Irã estão prestes a realizar novas negociações nucleares na cidade suíça de Genebra nesta quinta-feira, em meio a temores persistentes sobre a possibilidade de ação militar no Oriente Médio, região rica em petróleo.
A próxima rodada de conversas sobre o futuro do programa nuclear de Teerã ocorre enquanto os EUA continuam a reforçar sua presença militar na região e enquanto o presidente Donald Trump alerta para “coisas ruins” caso o Irã não concorde com um acordo nuclear.
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O presidente dos EUA falou brevemente sobre o Irã na terça-feira (24), durante seu discurso de quase duas horas sobre o Estado da União, mas concentrou-se principalmente em política doméstica e outros temas políticos.
“Estamos em negociações com eles. Eles querem fazer um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’”, disse Trump.
“Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia. Mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo do mundo — e eles são de longe — tenha uma arma nuclear.”
Para alguns analistas, as declarações aumentaram as expectativas de um avanço diplomático iminente.
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Trump “basicamente quer a aparência de uma vitória, por isso fala que encerrou oito guerras. Acho bastante claro que ele não encerrou. Ele ajudou a conduzir, sabe, escaramuças… mas não acabou com esses conflitos”, afirmou George Pollack, analista de política dos EUA da Signum Global Advisors.
“Para ele, acredito que a questão é mais sobre como demonstra força e poder dos EUA e tenta tornar o mundo mais pacífico, mas isso é mais aparência do que política substancial”, disse Pollack ao programa “Europe Early Edition”, da CNBC, na quarta-feira.
“E é por isso que, para nós, achamos que essa reunião de quinta-feira provavelmente será um sucesso e abrirá mais oportunidades diplomáticas”, acrescentou.
Para outros, no entanto, a ausência de um acordo indica que a probabilidade de ação militar parece alta e crescente.
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“O prazo de 10 a 15 dias do presidente Trump para o Irã corresponde a uma data em algum momento do início de março”, afirmaram estrategistas do banco holandês ING em nota publicada na quarta-feira.
“Essa incerteza significa que o mercado continuará precificando um grande prêmio de risco e permanecerá sensível a qualquer novo desdobramento”, acrescentaram.
Chanceler iraniano: acordo está “ao alcance”
O Irã, por sua vez, tem ressaltado a perspectiva de um acordo nesta semana, dizendo que ele está “ao alcance”.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse nas redes sociais na terça-feira que o país retomaria as negociações com os EUA em Genebra nesta semana “com determinação para alcançar um acordo justo e equilibrado — no menor tempo possível”.
Araghchi acrescentou: “Nossas convicções fundamentais são cristalinas: o Irã jamais desenvolverá uma arma nuclear sob quaisquer circunstâncias; tampouco nós, iranianos, abriremos mão do nosso direito de aproveitar os benefícios da tecnologia nuclear pacífica para o nosso povo.”
Leia também: Guerra com o Irã? Escalada militar dos EUA acende alerta global e pressiona mercados
Os preços do petróleo eram negociados perto das máximas de sete meses na manhã de quarta-feira, enquanto participantes do mercado de energia continuavam monitorando de perto possíveis interrupções de oferta.
Os contratos futuros do Brent para entrega em abril subiam 0,6%, para US$ 71,13 por barril, enquanto os futuros do West Texas Intermediate dos EUA para abril avançavam 0,6%, para US$ 66,02.
O Irã, membro da Opep, é um ator relevante no mercado global de petróleo, produzindo mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia.
A República Islâmica realizou recentemente exercícios militares no estratégico Estreito de Ormuz, além de exercícios navais conjuntos com a Rússia no Golfo de Omã, também conhecido como Mar de Omã.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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