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Conflito no Oriente Médio

FMI, Banco Mundial e OMC alertam para esvaziamento recorde das reservas de petróleo

Publicado 29/05/2026 • 20:51 | Atualizado há 60 minutos

KEY POINTS

  • Chefes das três instituições afirmam que os estoques globais de petróleo estão sendo reduzidos em ritmo recorde devido à interrupção do fornecimento pelo Estreito de Ormuz.
  • Continuidade das restrições ao tráfego marítimo pode aumentar riscos para a segurança energética e para a economia global durante o pico de demanda no Hemisfério Norte.
  • Alta dos preços de energia e fertilizantes já afeta de forma desproporcional países de baixa renda, segundo as entidades.

Os presidentes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Agência Internacional de Energia (AIE) alertaram nesta sexta-feira (29) para os riscos de escassez de combustíveis durante os meses de maior demanda do verão caso o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz não volte à normalidade.

“Os estoques globais de petróleo estão sendo reduzidos em ritmo recorde em resposta à grande perda de oferta através do Estreito de Ormuz”, afirmaram os chefes das três instituições em comunicado conjunto.

“Se os fluxos de transporte não retornarem ao normal, a contínua e rápida redução dos estoques globais de petróleo antes do pico de demanda de verão no Hemisfério Norte apresentará riscos crescentes para a segurança de combustíveis, as condições de mercado e a resiliência econômica em geral”, acrescentaram.

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Impacto do conflito

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã mergulhou o Oriente Médio em um conflito mais amplo, com as ações de retaliação de Teerã contra aliados regionais de Washington bloqueando praticamente a principal rota marítima por onde normalmente passa cerca de um quinto do fornecimento global de energia.

Em abril, os líderes do FMI, do Banco Mundial e da AIE anunciaram a criação de um grupo para coordenar a resposta das instituições à crise, especialmente em apoio às economias mais vulneráveis.

No comunicado divulgado nesta sexta-feira, eles voltaram a destacar que a disparada dos preços da energia e dos fertilizantes provocada pela guerra está afetando de forma desproporcional os países de menor renda.

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“Os preços mais altos dos fertilizantes são particularmente preocupantes à medida que muitos países entram na temporada de plantio”, afirmaram.

Pressão sobre economias vulneráveis

Durante as Reuniões de Primavera do FMI neste ano, a diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, destacou que o conflito obrigou a entidade a reduzir sua projeção de crescimento econômico global.

Segundo Georgieva, as economias mais vulneráveis precisarão de algo entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões (entre R$ 101,2 bilhões e R$ 253,0 bilhões) em assistência financeira para enfrentar os impactos econômicos da guerra.

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Nesta semana, o FMI anunciou que Bangladesh solicitou um pacote de ajuda financeira e que negociações estão em andamento para estruturar um programa de apoio ao país do Sul da Ásia.

Energia e alimentos

Os efeitos da guerra vêm sendo sentidos em diversas regiões do mundo, especialmente em países fortemente dependentes das importações de petróleo e gás provenientes do Golfo, incluindo grande parte do Sul e Sudeste Asiático.

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O fornecimento de fertilizantes também foi afetado, atingindo com mais intensidade os países dependentes de importações.

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Segundo as instituições, a segurança alimentar tornou-se uma das principais preocupações diante das dificuldades de abastecimento e do aumento dos custos desses insumos agrícolas.

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