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Estudantes protestam no Irã sob ameaça militar dos EUA
Publicado 22/02/2026 • 10:40 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 22/02/2026 • 10:40 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Images shared on social media on February 21, 2026, show Iranians clashing near the Department of Aerospace Engineering of Sharif University in Tehran. As some repeat "disgraceful" in Farsi, a common chant in anti-government protests, others wave the flag of the Islamic Republic of Iran. UGC IMAGES
Images shared on social media on February 21, 2026, show Iranians clashing near the Department of Aerospace Engineering of Sharif University in Tehran. As some repeat "disgraceful" in Farsi, a common chant in anti-government protests, others wave the flag of the Islamic Republic of Iran. UGC IMAGES
Estudantes voltaram às ruas no Irã neste sábado (21) com gritos contra o governo e confrontos em universidades de Teerã, em meio ao aumento da pressão militar dos Estados Unidos sobre o país por causa do programa nuclear.
Imagens geolocalizadas pela AFP mostram tumultos na Universidade Sharif de Tecnologia, uma das principais instituições de engenharia do Irã. Em vídeos divulgados nas redes sociais, manifestantes gritam “bi sharaf”, expressão em persa que significa “vergonhoso”, enquanto grupos com bandeiras da República Islâmica enfrentam estudantes mascarados.
Leia também: Presidente do Irã afirma que seu país não vai ‘curvar a cabeça’ para os EUA
Os atos universitários ocorrem após uma onda de manifestações que explodiu em dezembro por causa da crise econômica e se transformou em protestos contra o governo clerical. A repressão deixou milhares de mortos.
As autoridades do Irã reconhecem mais de 3 mil mortes e atribuem a violência a “atos terroristas” estimulados por inimigos externos. Já a organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos EUA, contabiliza mais de 7 mil mortes, a maioria de manifestantes.
Segundo a agência Fars, o ato deste sábado seria uma vigília silenciosa em memória das vítimas, mas acabou marcado por slogans como “morte ao ditador”, em referência ao líder supremo do Irã.
Os protestos ocorrem enquanto os Estados Unidos reforçam sua presença militar no Oriente Médio. O presidente Donald Trump enviou o porta-aviões USS Abraham Lincoln à região, e o USS Gerald R. Ford segue pelo Mediterrâneo. Washington também deslocou caças e sistemas de defesa aérea.
O reforço militar acompanha negociações mediadas por Omã para um possível acordo nuclear com o Irã. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã apresentará nos próximos dias uma proposta formal de entendimento.
Araghchi declarou que os EUA não exigiram “enriquecimento zero” de urânio, contradizendo declarações de autoridades americanas. A imprensa dos EUA informou que Washington poderia aceitar um modelo de enriquecimento limitado.
O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã “não cederá a nenhuma prova, mesmo que as potências do mundo se levantem contra nós”. Ele disse que o país defenderá seus interesses caso enfrente novos ataques.
O temor de conflito levou países como Suécia, Sérvia, Polônia e Austrália a recomendar que seus cidadãos deixem o Irã enquanto ainda há voos comerciais disponíveis.
A escalada ocorre após rodada anterior de diplomacia nuclear ter sido interrompida por bombardeios israelenses contra alvos iranianos, seguidos por ataques dos EUA a instalações nucleares antes de um cessar-fogo.
Com protestos internos e pressão externa, o Irã enfrenta um dos momentos mais delicados desde o retorno do confronto aberto com o Ocidente.
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