Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que explica a inflação no Japão, que voltou a superar a meta e pressiona o Banco Central
Publicado 28/10/2026 • 16:33 | Atualizado há 10 minutos
Oracle dispara 13% após projetar receita de R$ 1,2 trilhão para 2030
Fed mantém juros entre 3,75% e 4% apesar da inflação persistente
Oracle integra ChatGPT e Codex a seus aplicativos e amplia linha de chips para computação em nuvem
Google muda estratégia na nuvem e recorre a parceiros para vender mais chips de IA
Lucro ajustado do UBS salta 27% no terceiro trimestre, para US$ 3,59 bilhões, com aumento de recursos sob gestão
Publicado 28/10/2026 • 16:33 | Atualizado há 10 minutos
KEY POINTS
Midjourney
Durante quase três décadas, o problema do Japão foi a falta de inflação. Preços parados ou em queda travavam o consumo, e o Banco do Japão (BoJ) manteve os juros perto de zero, ou abaixo disso, para tentar reanimar a economia. Agora, a preocupação é a oposta. Em setembro, o núcleo da inflação, que exclui alimentos frescos, subiu 2,1% em 12 meses e voltou a superar a meta de 2% do banco central, algo que não acontecia havia nove meses.
O número em si é modesto para os padrões internacionais. O que chama a atenção dos economistas é a origem da alta. Ela junta um choque vindo de fora, que tende a passar, e uma pressão interna, que pode ser mais duradoura.
O choque externo: energia e câmbio
A primeira explicação está no petróleo. O Japão importa quase toda a energia que consome, e a guerra no Oriente Médio encareceu o petróleo e o gás. O efeito não fica restrito à gasolina: chega aos alimentos processados, que dependem de energia para serem produzidos e transportados.
O câmbio amplia o problema. Com o iene fraco, cada barril de petróleo e cada produto importado custam mais na moeda japonesa. Em julho, o governo chegou a ser apontado como responsável por uma compra de ienes no mercado de Nova York, num sinal de preocupação com o impacto da moeda fraca sobre as famílias.
Os subsídios do governo para combustíveis e contas de luz aliviaram parte do impacto, mas não impediram a alta. A forte demanda ligada à inteligência artificial também pressiona os preços.
A pressão interna: salários e aluguel
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSe a inflação viesse só da energia, o banco central poderia tratá-la como passageira. Mas outros indicadores apontam para algo mais amplo. O índice que exclui alimentos frescos e energia, usado pelo BoJ para medir a pressão da demanda interna, subiu 2,4% em setembro, contra 1,9% em agosto.
Por trás desse movimento está o mercado de trabalho. Com falta de mão de obra, os salários sobem, e as empresas repassam o custo aos preços. A inflação de serviços, mais ligada à mão de obra, passou de 1,2% para 1,5%. Os aluguéis subiram no maior ritmo em quase 25 anos, segundo Abhijit Surya, da consultoria Capital Economics.
É justamente esse tipo de inflação que o BoJ buscou por anos, com salários e preços subindo juntos. A diferença é que agora ela chega somada ao choque de energia e câmbio.
O dilema do Banco do Japão
O Banco Central já reagiu. Em setembro, elevou os juros para 1,25% ao ano, o maior nível em 31 anos. Em julho, o presidente do BoJ, Kazuo Ueda, havia avisado que adiar as medidas necessárias, num momento em que há risco de a inflação ultrapassar a meta, “poderia concretizar esse risco e prejudicar a economia”.
Mas o caminho não é consenso. O resumo da reunião de setembro mostrou que parte dos diretores defendia acelerar as altas, enquanto um representante do governo pediu cautela. Juros mais altos ajudam a valorizar o iene e conter os preços, mas encarecem o crédito numa economia que cresce pouco.
O mercado espera que o BoJ mantenha os juros na reunião desta quinta-feira, mas revise para cima as projeções de inflação. “Com a inflação subjacente de volta acima da meta de 2% do Banco do Japão, os argumentos para mais aperto continuam sólidos”, disse Surya. Para ele e para Masato Koike, economista sênior do Sompo Institute Plus, ouvido pela Reuters, a próxima alta deve vir em dezembro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Flávio Bolsonaro está em voo para os Estados Unidos, confirmam fontes
2
Flávio Bolsonaro nos EUA: como funciona a extradição entre Brasil e Estados Unidos
3
PT pede ao STF prisão de Flávio Bolsonaro e acionamento da Interpol
4
Tarcísio diz a pessoas próximas que não sabia que Flávio Bolsonaro deixaria o país
5
Avião retido em Puerto Iguazú sem plano de voo nem lista de passageiros entra na apuração da PF sobre Flávio Bolsonaro