Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Como o rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s afeta os americanos
Publicado 19/05/2025 • 16:27 | Atualizado há 1 ano
Boeing alerta para falha de software que afeta funções de pouso do 737 Max
Casa Branca bloqueia US$ 810 milhões em verbas por meio de manobra orçamentária
O TikTok chega ao primeiro acordo estadual sobre alegações de segurança envolvendo adolescentes e concorda com limites de uso
Apple enfrenta processo de US$ 5,7 bilhões por violação de patentes relacionadas à tecnologia do iPhone e do Apple Watch
O que a Paramount prometeu a Hollywood para obter os direitos de exibição da WBD
Publicado 19/05/2025 • 16:27 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Freepik
Imagem de notas de dólar
A decisão da Moody’s de rebaixar a nota de crédito dos Estados Unidos pode ter consequências para o bolso dos americanos, segundo especialistas.
O rebaixamento da dívida pressionou imediatamente os preços dos títulos, elevando os rendimentos na manhã desta segunda-feira (19). O rendimento do título de 30 anos dos EUA ultrapassou os 5%, enquanto o rendimento do título de 10 anos superou 4,5%, atingindo níveis importantes num momento em que a economia já mostra sinais de desgaste por causa da política tarifária em curso do presidente Donald Trump. Os preços dos títulos e os rendimentos se movem em direções opostas.
Leia também:
Porta-voz de Trump critica rebaixamento da nota do país pela Moody’s e acusa viés político
Os títulos do Tesouro influenciam as taxas de uma ampla gama de empréstimos ao consumidor, como hipotecas de 30 anos com taxa fixa, e afetam, em certa medida, produtos como financiamentos de veículos e cartões de crédito.
“É realmente difícil evitar o impacto sobre os consumidores”, disse Brian Rehling, chefe de estratégia global de renda fixa do Wells Fargo Investment Institute.
A importante agência de classificação de risco rebaixou na sexta-feira a nota de crédito soberana dos Estados Unidos em um nível, de Aaa para Aa1 — a mais alta possível anteriormente.
Ao justificar a decisão, a Moody’s citou o peso crescente do déficit orçamentário do governo federal. As tentativas dos republicanos de tornar permanentes os cortes de impostos promovidos pelo presidente Donald Trump em 2017, como parte de um novo pacote de reconciliação, ameaçam aumentar a dívida federal em trilhões de dólares.
“Quando a nossa nota de crédito cai, a expectativa é de que o custo dos empréstimos aumente”, afirmou Ivory Johnson, planejador financeiro certificado e fundador da Delancey Wealth Management, em Washington, D.C.
Isso acontece porque, “quando um país representa um risco de crédito maior, os credores exigem uma compensação por meio de taxas de juros mais altas”, explicou Johnson, que integra o conselho de consultores financeiros da CNBC.
Os americanos que já enfrentam dificuldades com juros elevados não devem ter alívio tão cedo, diante do rebaixamento da Moody’s.
“A incerteza econômica, especialmente em relação à política tarifária, fez com que o Fed — e muitas empresas — optassem pela cautela”, disse Ted Rossman, analista sênior da indústria no Bankrate.
O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou nesta segunda-feira ao programa “Squawk Box”, da CNBC, que agora prevê apenas um corte de juros neste ano, já que o banco central tenta equilibrar as pressões inflacionárias com os receios de uma possível recessão. O presidente do Fed, Jerome Powell, também destacou recentemente que as tarifas podem desacelerar o crescimento e elevar a inflação, dificultando a redução da taxa básica como anteriormente esperado.
Douglas Boneparth, outro planejador financeiro certificado e presidente da Bone Fide Wealth, em Nova York, concordou que o rebaixamento pode resultar em juros mais altos para empréstimos ao consumidor.
“Rebaixamentos podem elevar os custos de empréstimo ao longo do tempo”, afirmou Boneparth, que também integra o conselho da CNBC.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Pense em taxas mais altas para hipotecas, cartões de crédito e empréstimos pessoais — especialmente se a confiança na capacidade de crédito dos EUA continuar enfraquecendo”, completou.
Alguns empréstimos podem ser impactados de forma mais direta, pois suas taxas estão atreladas aos preços dos títulos públicos.
Como as taxas de hipoteca estão amplamente ligadas aos rendimentos dos títulos do Tesouro e ao desempenho da economia, “as hipotecas de 30 anos são as que mais se correlacionam, e as taxas de longo prazo já estão subindo”, explicou Rehling.
A taxa média de uma hipoteca de 30 anos com juros fixos era de 6,92% em 16 de maio, enquanto a de 15 anos estava em 6,26%, segundo o site Mortgage News Daily.
Embora os juros dos cartões de crédito e dos financiamentos de veículos estejam mais diretamente vinculados à taxa básica de juros (federal funds rate), os desafios fiscais do país também influenciam a posição do Federal Reserve em relação aos juros. “A taxa dos fed funds está mais alta do que estaria se os EUA estivessem em uma situação fiscal melhor”, avaliou Rehling.
Desde dezembro de 2024, a taxa de juros de curto prazo está entre 4,25% e 4,5%. Como consequência, a taxa média dos cartões de crédito atualmente é de 20,12%, apenas um pouco abaixo do recorde de 20,79% registrado no verão passado, segundo Rossman.
As taxas de cartões de crédito tendem a acompanhar os movimentos do Fed, então uma política de “juros altos por mais tempo” manteria a média em torno de 20% até o fim do ano, apontou Rossman.
Antes desse rebaixamento, a Moody’s era a última das grandes agências de classificação que ainda atribuía aos EUA a nota máxima.
A Standard & Poor’s rebaixou a nota do país em agosto de 2011, e a Fitch fez o mesmo em agosto de 2023. “Já passamos por isso antes”, lembrou Rehling.
Ainda assim, a decisão evidencia os desafios fiscais do país, acrescentou ele. “Os EUA ainda mantêm sua posição de economia porto-seguro no mundo, mas isso deixa algumas rachaduras na armadura.”
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025