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Opep promete corte maior na produção e acende alerta sobre preço do petróleo em 2026
Publicado 07/01/2026 • 17:05 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/01/2026 • 17:05 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Pixabay
Plataforma de petróleo
Quatro produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) prometeram aprofundar os chamados cortes de compensação ao longo do primeiro semestre de 2026, em uma tentativa de corrigir o excesso de produção acumulado desde janeiro de 2024. O compromisso foi confirmado nesta quarta-feira (7), em comunicado do grupo.
Iraque, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão e Omã apresentaram ao secretariado da Opep planos atualizados que, somados, preveem reduções de 829 mil barris por dia até junho de 2026. O volume representa mais que o triplo dos 267 mil barris por dia cortados em dezembro, sinalizando um esforço maior para recompor a disciplina produtiva dentro da organização.
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O movimento ocorre em um ambiente de forte pressão sobre os preços do petróleo. Em 2025, a commodity acumulou uma queda de cerca de 18%, a maior desde 2020, com as cotações girando em torno de US$ 60 a US$ 61 o barril. Projeções de mercado indicam ainda um excedente global de oferta de aproximadamente 3,8 milhões de barris por dia em 2026, o que mantém o viés negativo para os preços e reforça a necessidade de controle da produção.
Entre os países que prometeram os cortes, o Cazaquistão é apontado como o principal transgressor das cotas. O país vem produzindo cerca de 1,767 milhão de barris por dia, acima do limite acordado de 1,468 milhão, impulsionado principalmente pela expansão das operações da Chevron no campo de Tengiz. A ampliação da produção tem gerado fricções internas dentro da Opep+, já que o crescimento da oferta cazaque dificulta o esforço coletivo para sustentar os preços.
Apesar do anúncio de cortes mais profundos, o grupo decidiu manter a produção estável entre janeiro e março de 2026, sem novos aumentos. A leitura no mercado é que a pausa reflete uma postura de cautela e desconfiança em relação à força da demanda global e à capacidade de absorção do excedente, mesmo diante de eventos geopolíticos recentes que poderiam, em tese, apertar a oferta.
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O principal desafio, no entanto, continua sendo a execução efetiva dos compromissos. A Opep+ carrega um histórico de não conformidade crônica por parte de alguns membros, o que alimenta o ceticismo de operadores e investidores. Além disso, limitações técnicas, sanções que afetam produtores como a Rússia e expansões privadas fora do controle direto da organização, como no próprio Cazaquistão, tendem a comprometer a implementação integral dos cortes prometidos.
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