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Ações de luxo disparam com proposta de acordo entre EUA e Irã
Publicado 12/06/2026 • 07:34 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Wikimedia Commons
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As ações do setor de luxo registraram forte alta nesta sexta-feira (12) após a mídia estatal iraniana divulgar os termos de uma minuta de memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos. O documento prevê a reabertura do estreito de Ormuz e a suspensão das sanções americanas ao petróleo iraniano.
LVMH, Kering, dona da Gucci, e Hermès subiram cerca de 5%. O grupo suíço Richemont avançou aproximadamente 3,4%, enquanto o índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 1,8%.
O setor de luxo foi duramente atingido pelo conflito desde o início, no final de fevereiro. O Oriente Médio vinha crescendo como mercado consumidor justamente quando o segmento começava a dar sinais de recuperação após uma queda prolongada, impulsionada pelo enfraquecimento da demanda do consumidor chinês, que foi por anos um dos principais motores de crescimento do setor.
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Siga o Times | CNBCMesmo com a região representando uma parcela de um dígito médio nas vendas totais das grandes marcas, os analistas alertaram que o impacto vai além das lojas fechadas. A guerra reduziu o fluxo de turistas e comprometeu o que o mercado chama de “fator bem-estar”, a disposição do consumidor para gastar em itens supérfluos quando o ambiente econômico piora.
Em abril, a LVMH apontou um impacto negativo de 1% decorrente do conflito no trimestre anterior, o que cortou pela metade o crescimento orgânico do período. Na semana seguinte, o presidente-executivo Bernard Arnault alertou para uma “catástrofe mundial” caso o conflito no Oriente Médio não fosse resolvido, com potencial para efeitos graves sobre a economia global.
O acordo tentativo entre EUA e Irã inclui o compromisso de Teerã de reabrir o estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto de toda a oferta mundial de petróleo. O fechamento efetivo da passagem provocou repercussões econômicas globais, com salto nos preços de energia e aceleração da inflação.
O memorando de entendimento de 14 pontos ainda está sujeito à finalização. Na quinta-feira (11), o presidente Donald Trump afirmou em post nas redes sociais que os EUA haviam firmado “um grande acordo de encerramento da guerra”, condicionado à “finalização dos documentos”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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