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Oposição israelense pressiona por aliança com partidos árabes para tirar Netanyahu do poder
Publicado 01/11/2026 • 15:00 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 01/11/2026 • 15:00 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
Centenas de israelenses foram às ruas no sábado (31) para pressionar os partidos de oposição a formar uma aliança com as siglas árabes e tentar retirar o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu do poder. Ao mesmo tempo, o premiê intensificou as críticas às lideranças dessa minoria, que representa cerca de 20% da população do país.
O movimento ocorre após os partidos árabes conquistarem espaço nas eleições realizadas na última terça-feira, impulsionados pela insatisfação com a retórica do governo de extrema direita. Apesar do avanço, o líder da oposição, Gadi Eisenkot, ainda não definiu se aceitará negociar uma coalizão com essas legendas.
Em Tel Aviv, cerca de 500 manifestantes exibiram faixas com mensagens como “Árabes e judeus vencem juntos” e “há uma maioria a favor da mudança”. Entre os participantes, a psicóloga Ayelet Raz, de 60 anos, defendeu o direito da comunidade árabe de integrar o governo israelense.
“É a última oportunidade para promover uma mudança real”, afirmou. “Precisamos dar uma chance à paz. Caso contrário, teremos esse derramamento de sangue para sempre.”
Nenhum dos blocos políticos conquistou maioria nas eleições para o Parlamento israelense, que possui 120 cadeiras. Os partidos de maioria judaica contrários a Netanyahu obtiveram 48 assentos, enquanto as legendas árabes Raam e Lista Unificada somaram 19.
Uma aliança entre os dois grupos garantiria 67 cadeiras, número suficiente para formar uma maioria parlamentar. O obstáculo, porém, está na resistência de parte da oposição a qualquer aproximação com os partidos árabes.
As legendas da minoria participaram de um governo israelense apenas uma vez, entre 2021 e 2022, quando o líder do Raam, Mansur Abbas, integrou uma coalizão que permaneceu pouco tempo no poder. Abbas já declarou disposição para repetir a experiência.
O líder da Lista Unificada, Yusef Jabareen, também demonstrou abertura a um acordo, mas afirmou à AFP que estaria disposto a apoiar Eisenkot no Parlamento sem necessariamente integrar o governo.
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Siga o Times | CNBCEx-chefe militar e político de centro, Eisenkot mantém posições próximas às de Netanyahu em alguns temas de segurança. O opositor defendeu a formação de um “governo sionista”, com integrantes comprometidos com o reconhecimento de Israel como um Estado judeu, democrático e liberal, além de considerar o Hamas uma organização terrorista.
Essas condições, no entanto, já foram rejeitadas anteriormente por lideranças árabes. Eisenkot afirmou que não pretende depender dos partidos da minoria, mas também não descartou expressamente receber o apoio dessas siglas.
Em Jerusalém, o produtor de vídeo Sharon Balaban, de 55 anos, cobrou uma postura mais firme da oposição. “Quero que o bloco opositor tenha a coragem de fazer o que é correto”, declarou.
Enquanto isso, mais de 100 apoiadores de Netanyahu realizaram uma manifestação paralela em Tel Aviv. Durante o ato, a participante Rebecca Schindler acusou os dois partidos árabes de terem ligações com o Hamas e afirmou que eles querem transformar Israel em um país palestino.
O presidente israelense, Isaac Herzog, deverá encarregar na próxima quinta-feira (5) Netanyahu ou Eisenkot de tentar formar um novo governo.
Caso as tentativas de composição fracassem, Israel poderá enfrentar novas eleições no início do próximo ano. Herzog afirmou que fará o possível para evitar uma nova votação.
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