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‘Parceria entre EUA e Índia visa contrabalancear a influência da China’, diz especialista
Publicado 28/04/2025 • 09:38 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 28/04/2025 • 09:38 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O futuro do século 21 será moldado pela parceria entre Estados Unidos e Índia. O novo acordo estratégico, anunciado após o vice-presidente dos EUA confirmar avanços nas negociações comerciais entre os dois países, sinaliza uma reconfiguração importante no cenário global.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, nesta segunda-feira (28), Marcio Sette Fortes, professor de negócios internacionais do Ibmec, comentou sobre o impacto da parceria.
Segundo Fortes, a aproximação dos Estados Unidos com a Índia busca contrabalancear o peso crescente da China no mercado internacional.
“Essa é uma estratégia que vai além do comércio: trata-se também de uma movimentação geopolítica voltada para defesa e segurança internacional”, explicou.
Ele acrescentou que o objetivo é promover um reequilíbrio de forças no Oriente, estabelecendo a Índia como um parceiro estratégico cada vez mais próximo, inclusive no âmbito militar, através da iniciativa do grupo Quad, formado por Japão, Austrália, Estados Unidos e Índia.
“Essa aproximação é positiva para inúmeros setores da economia”, destacou.
Fortes apontou ainda as características que tornam a Índia uma escolha estratégica para os EUA. De acordo com ele, o país asiático não apenas serve para equilibrar a influência chinesa no Extremo Oriente, como também apresenta um mercado consumidor vasto e diversas oportunidades econômicas.
“Existem grandes perspectivas para o mercado americano, especialmente nas áreas de defesa e segurança”, disse.
Ele mencionou que há interesse dos norte-americanos em parcerias para a construção de veículos militares, além da possibilidade de vendas de caças F-35 ao mercado indiano.
“Além disso, há uma movimentação para reorientar cadeias produtivas de grandes empresas, como a Apple, para a Índia”, complementou.
Sobre a possibilidade de tensões internas no grupo Quad, caso a Índia se beneficie desproporcionalmente da parceria com os EUA, Fortes lembrou que situações semelhantes já ocorreram em outros blocos econômicos.
“Esse tipo de problema foi recorrente, por exemplo, no âmbito do Mercosul, onde acordos bilaterais muitas vezes foram limitados pelas regras do bloco. Ainda assim, as vantagens de permanecer no Mercosul superaram essas limitações”, analisou.
Segundo ele, no contexto do Quad, os países também deverão ponderar cuidadosamente seus ganhos e vantagens antes de qualquer ruptura.
“A tendência é pesar na balança o que será mais interessante em termos de benefícios concretos”, concluiu.
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